
Segundo fontes chinesas disseram à agência Bloomberg, a BYD está estudando entrar na Fórmula 1 e corridas de resistência, como as 24 horas de Le Mans e o Campeonato Mundial de Endurance.
A ideia é, como é de se imaginar, marketing: é um esforço para promover a reputação da marca em outros países. Ainda que a BYD seja a número um entre montadoras chinesas no Brasil, e também em vários outros países emergentes, em lugares como a Europa, com impostos protecionistas, sua presença é reduzida – ao menos até completar sua fábrica na Hungria, em Szeged.
Quanto à Fórmula 1, seus carros já contam com motor híbrido desde 2014. Na temporada de 2026, a regra mudou para fazer com que a tração seja distribuída em 50% combustão e 50% eletricidade. Não é impossível de imaginar que um dia possa acabar se fundindo com o que hoje é a Fórmula E.
Entre os chineses, o movimento não é inédito. A Geely apoia a equipe Cyan Racing, que participa de provas de turismo, e a Nio chegou a ganhar uma temporada da Fórmula E em 2014 (não participa mais).
BYD na Fórmula 1: difícil, mas faz sentido
Mas entrar na Fórmula 1 não é um desafio pequeno. Ainda segundo a Bloomberg, em média, cada temporada custa US$ 500 milhões em custos com os carros e negociações. A forma mais rápida para a entrada seria simplesmente comprar uma equipe, ou se tornar uma sócia majoritária, de forma a poder mudar o nome.
Mas a BYD não é qualquer empresa: ela é a fabricante do carro de produção mais rápido da história, o Yangwang U9 Xtreme, que chegou a quase 496 km/h em um teste em Nürburgring, Alemanha. Sua tecnologia basicamente está clamando por pistas para mostrar seu potencial.
A Fórmula 1 em si parece receptiva. Ano passado, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, defendeu a entrada de uma equipe chinesa como um passo lógico para o esporte. Em casa, o GP da China, que retornou em 2024 após um hiato, tem acendido novamente o interesse pelo esporte.
Via Bloomberg