Como previsto, a GWM apresentou ontem (9/11) na COP30 o Explorer H1, o primeiro barco a hidrogênio da América Latina. A embarcação usa hidrogênio para produzir energia para todos os seus sistemas de bordo, incluindo iluminação, climatização, entretenimento e cozinha.
O Explorer H1 tem até mesmo um auditório para até 50 convidados, que será totalmente alimentada pela energia produzida pela tecnologia de células a combustível de hidrogênio, com zero emissões de carbono.
Esta é a primeira fase do projeto, e no início de 2026, o Explorer H1 vai ganhar um motor híbrido com 20% de hidrogênio e 80% diesel, que emitir 80% menos emissões, segundo a GWM. Além disso, em 2027 deve entrar em operação o Explorer H2, que terá produção própria de hidrogênio a bordo, se tornando 100% autossuficiente.
Desenvolvido em parceria pela GWM com Grupo Náutica, JAQ, Itaipu Parquetec e GWM Hydrogen powered by FTXT, o barco a hidrogênio está sendo exibido no Cais do Porto de Belém (PA), bem na frente do Lounge JAQ Hidrogênio.
O evento contou com a participação do Ministro do Turismo, Celso Sabino. Para ele, o projeto “simboliza o futuro que queremos construir: limpo, eficiente e sustentável”.
Entenda a importância da tecnologia de células de hidrogênio para a GWM
Nas palavras de Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil, “esse barco pode ser um marco para redução de emissões de carbono na navegação e na geração de eletricidade em regiões remotas, especialmente para o Brasil, que é um exemplo para o mundo em energia limpa.”
Segundo o executivo, o Brasil tem “uma das matrizes mais renováveis do planeta e um enorme potencial para produzir hidrogênio a partir de fontes sustentáveis, como solar, eólica e biomassa”. A empresa segue apoiando a pesquisa sobre esta tecnologia no Brasil, e criou, em parceria com o Instituto de Pesquisas Técnicas (IPT) de São Paulo, o Laboratório de Hidrogênio (LabH2).
Quer saber mais sobre a importância do hidrogênio para o futuro da GWM? O evdrops conversou sobre este tema com Davi Lopes, confira aqui.


