
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) publicou hoje a Instrução Normativa 23, suas normas técnicas para a instalação dos Sistemas de Alimentação de Veículos Elétricos (SAVE) – carregadores de carros (e demais veículos) elétricos. A regulamentação surge uma semana após os bombeiros do estado de São Paulo publicarem as suas normas.
As normas catarinenses não fazem distinção na idade da edificação e, semelhante às de São Paulo, exigem sinalização específica para os SAVEs e diferenciam entre diversos tipos de carregamento (tomada simples, adaptador, wallboxes AC e DC).
A norma exige que as chaves de desligamento de emergência sejam instaladas em todos os andares com garagem do edifício que contenham carregadores. O sistema de interrupção também deve poder ser acionado sem comprometer outros sistemas elétricos essenciais do prédio.
Ainda exige a criação de sistema de detecção automática de incêndio, exceto onde há razões técnicas para uma dispensa. Elementos estruturais do prédio devem ser capazes de resistir a incêndios e emissões químicas nas imediações dos pontos de recarga.
Quando o andar do estacionamento tiver apenas uma saída de emergência, a instalação não pode ser feita próxima dela, mas a 5 metros de distância, e não deve bloquear o caminho dessa saída. Soluções alternativas são admitidas, desde que justificadas tecnicamente e que possam, a contento, preservar a segurança.
Consulta pública
A norma foi construída feita após os bombeiros consultarem diversos setores, como os de construção civil, automotivo, de energia, empresarial e conselhos de classe (engenharia, arquitetura). Passou por uma consulta pública em dezembro do ano passado, e recebeu 59 contribuições, de profissionais, instituições de ensino, órgãos públicos e pessoas físicas.
“Nos preocupamos em dar muita publicidade para essa construção e ouvir todos os setores que serão impactados com a normatização que, sobretudo, garante a segurança dos catarinenses”, afirma o coronel Fabiano de Souza, comandante-geral do CBMSC. “Este é um tema nacional que vai muito além das normativas de segurança contra incêndio que estamos desenvolvendo junto a outros setores. Também temos preocupações no combate a incêndios que envolvem veículos elétricos, principalmente quando afetam a bateria, pois existe todo um risco pela temperatura e pelos gases tóxicos que são expelidos.”
“A transição para a mobilidade elétrica exige normas modernas, técnicas e baseadas em desempenho”, afirma o coronel Willyan Fazzioni, diretor de segurança contra o incêndio do CBMSC. “A construção participativa dessa regulamentação fortalece a segurança das pessoas, a inovação e a sustentabilidade.”
A regulamentação foi acompanhada por um investimento em capacitação, com a realização do 2º Workshop de Combate a Incêndio em Veículos Eletrificados, promovido pelo CBMSC no começo do ano, reunindo cerca de 350 participantes de 14 estados brasileiros.
Via Corpo de Bombeiros de Santa Catarina
Atualizado em 25/03/2026, 15h31: diferente do que estava anteriormente, os dispositivos de desligamento devem estar instalados apenas em pavimentos com carregadores, e não em todos os pavimentos.
Uma resposta
exigir a criação de sistema de detecção automática de incêndio, já deveria ser uma obrigação relacionada aos carros a “combustão”. O próprio nome já diz! Motor térmico, que atinge altas temperaturas, com gasolina inflamável e explosiva, com um tanque de 40….50 litros de um líquido inflamável.