Brasil foi o 5º maior destino de carros chineses em 2025, e um dos que mais escolheu elétricos

Com 62% de eletrificados, o Brasil foi o 2º que mais escolheu a tecnologia entre os maiores compradores da China, após o Reino Unido
Atualizado: 26 de janeiro de 2026 05:01
Navio BYD Explorer 01 entregando carros
Entrega do BYD Explorer 01 | BYD / Divulgação

Exportando 8,32 milhões de veículos em 2025, a China consolidou-se como a maior exportadora de automóveis do mundo, E o Brasil ficou em quinto lugar entre os maiores compradores de carros chineses, com 200.825 unidades chegando a nossos portos, de acordo com números do governo chinês.

O país que mais recebeu carros chineses em 2025 foi o México, com 625.187 unidades – isso foi antes do país adotar seu próprio “tarifazo” contra a China que analistas consideraram uma tentativa de agradar aos Estados Unidos.

A lista completa pode ser vista a seguir:

Ranking de importação de carros chineses (2025)

  1. México: 625.187
  2. Rússia: 582.738
  3. Emirados Árabes (UAE): 571.937
  4. Reino Unido: 335.551
  5. Brasil: 322.076

E há uma análise interessante a se fazer quando se considera uma segunda lista: a de veículos importados com novas energias (NEVs): elétricos e híbridos plug-in. Nesse caso, o Brasil também fica em quinto, mas as lista dos países é bem diferente, e traz algumas informações sobre a composição dessa importação.

Ranking de importação de carros eletrificados chineses (2025)

  1. Bélgica: 284.921
  2. Reino Unido: 231.181
  3. México: 221.027
  4. Brasil: 200.825
  5. Filipinas: 200.544

Com a lista dos eletrificados, a Bélgica aparece como o maior centro de importação de EVs chineses na Europa, com quase 95% de seus 300.103 veículos sendo NEVs. As Filipinas, que não entram na lista dos cinco mais em unidades vendas (total de 256.681 veículos), marcou 78% de eletrificados.

Contando apenas os 5 maiores compradores de carros chineses, o Reino Unido comprou mais eletrificados proporcionalmente, com 69% – e o Brasil se torna o segundo na proporção entre os cinco mais, com 62%.

O Brasil tem a proporção quase inversa à do campeão México, onde apenas 35% dos chineses era de eletrificados. Nos Emirados Árabes, a proporção foi de 33%. A Rússia, cuja economia é baseada em combustíveis fósseis e importa carros da China após sanções de marcas europeias por conta da Guerra da Ucrânia, sequer aparece entre os maiores compradores de eletrificados.

Ainda que continuemos a ser um dos mercados prioritários, as exportações de carros chineses para o Brasil caíram muito de um ano para o outro – ao mesmo tempo em que os emplacamentos de eletrificados continuaram a crescer. Isso foi por conta do retorno dos impostos de importação para os elétricos determinado pelo governo federal, que fez os fabricantes estocarem antes, e pela da nacionalização da produção da BYD e GWM, que passaram a importar menos.

Via CarNewsChina

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