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Carros elétricos chineses emitem menos radiação eletromagnética que carros a combustão interna

Estudo do centro de pesquisa automotiva da China (CATARC) mostra níveis de radiação eletromagnética na 99% abaixo do limite de segurança
Atualizado: 1 de dezembro de 2025 03:12
Foto de uma Bobina de Tesla emitindo arcos voltaicos
Bobina de Tesla | Killian Eon / Pexels

Testes contradizem um dos mitos sobre a mobilidade elétrica: o de que as baterias e motores gerariam níveis perigosos de radiação eletromagnética para os ocupantes.

Os dados, provenientes de avaliações do CATARC (China Automotive Technology and Research Center) e do programa de segurança NESTA, indicam que os veículos elétricos (EVs) chineses modernos não apenas operam dentro das margens de segurança, como emitem menos radiação do que muitos eletrodomésticos comuns e até mesmo veículos a combustão interna.

NESTA é a sigla para New Energy Safety Technical Assessment (“Avaliação Técnica de Segurança para Nova Energia”), e é um sistema de certificação chinês que avalia o veículo em seis áreas de segurança: carregamento, alta voltagem, bateria, risco de fogo e emissões eletromagnéticas.

Segundo o relatório, a medição da radiação eletromagnética dentro da cabine dos modelos testados variou entre 0,8 e 1,0 μT (microteslas) nos assentos dianteiros e entre 0,3 e 0,5 μT no banco traseiro.

Menos que um cobertor

Para contexto, o padrão nacional de segurança da China (alinhado a normas internacionais) estabelece o limite de exposição em 100 μT. Isso significa que os carros elétricos operam com apenas 1% a 1,3% da emissão máxima permitida, uma margem de segurança obviamente alta.

O estudo oferece uma comparação doméstica para facilitar a compreensão: um cobertor elétrico comum emite entre 10 e 50 μT — ou seja, dormir com um cobertor térmico expõe o usuário a uma radiação até 50 vezes maior do que dirigir um carro elétrico chinês.

O levantamento também citou estudos correlatos, incluindo dados do ADAC (Associação Geral do Automóvel Clube da Alemanha), que compararam elétricos com veículos a gasolina. Os testes mostraram que os picos de radiação em carros a combustão (gerados pela ignição, alternador e eletrônica embarcada) ocorrem frequentemente na região dos pés e podem ser superiores aos níveis constantes de um veículo elétrico.

Outra preocupação abordada foi o momento da recarga. As medições confirmaram que o carregamento — seja em corrente alternada (AC) ou contínua (DC) — não altera significativamente os níveis de exposição na cabine. Curiosamente, em alguns casos, a recarga rápida (DC) apresentou leituras inferiores às da recarga lenta.

Até o momento da divulgação, 14 modelos de montadoras chinesas já haviam recebido a certificação de segurança eletromagnética “seis dimensões” do NESTA, validando a proteção dos ocupantes contra campos magnéticos.

Via CarNewsChina

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