Changan lança o primeiro carro produzido em massa com nova tecnologia de bateria de sódio

Nova tecnologia é ligeiramente menos eficiente que as baterias atuais, mas ainda assim tem algumas vantagens para certos usos e um custo bem menor
Atualizado: 6 de fevereiro de 2026 06:02
Foto do carro Changan Nevo A06
Nevo A06 | Changan / Divulgação

A promessa de uma alternativa mais barata e robusta ao lítio cumpriu-se hoje. Numa cerimónia conjunta, a montadora estatal Changan e a gigante de baterias CATL apresentaram oficialmente o Changan Nevo A06 (também conhecido como Qiyuan A06), o primeiro veículo de passageiros produzido em massa no mundo equipado com uma bateria de íons de sódio.

O lançamento não foi apenas um teste de mercado, mas o início de uma estratégia global que envolve marcas premium como Avatr e Deepal.

O modelo apresentado traz um pacote de baterias “Naxtra” da CATL com 45 kWh de capacidade. Com isso, o Nevo A06 promete uma autonomia superior a 400 km (ciclo CLTC) com uma única carga.

Por que sódio?

A densidade energética da nova bateria é menor do que a das baterias de ponta de lítio. Então, por que ela está sendo feita? Ela tem um uso nicho: lugares extremamente frios. A -30°C, a bateria de sódio entrega quase três vezes mais potência de descarga do que uma bateria LFP (Lítio-Ferro-Fosfato) equivalente. E a -40°C, o sistema retém mais de 90% da sua capacidade, operando de forma estável até extremos de -50°C.

Essa baixa capacidade para o frio estava atrapalhando a adoção de EVs em países com climas extremos. Neste ano, com um inverno particularmente rigoroso, houve relatos de pessoas não conseguindo usar seus carros na Rússia.

Uma parte que não é nicho é a segurança química do sódio. Durante a demonstração, a célula Naxtra foi submetida a “abusos” físicos severos — incluindo ser perfurada por brocas e serrada ao meio enquanto carregada — sem emitir fumaça, fogo ou explodir.

E outra parte importante é o preço. O sódio, afinal, é um dos elementos mais comuns da terra – você deve ter comido um pouquinho dele no almoço. Enquanto o lítio é relativamente raro, chegando a custar mais que o ouro num pico em 2022, e hoje sendo o dobro do preço do cobre.

A Changan não revelou ainda o preço do veículo, se custará menos que um equivalente com bateria de lítio. Mas a tecnologia está apenas começando, sem escala, então talvez não seja. Ela será progressivamente integrada nas suas outras marcas (Avatr, Deepal e Uni). A projeção da CATL é que, com a evolução rápida da cadeia de suprimentos, as baterias de sódio em breve permitam autonomias de 500 a 600 km em elétricos puros e mais de 300 km em híbridos com extensor de alcance.

Via: CarNewsChina

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