
Durou menos de uma semana. O programa de testes sem supervisão humana do Tesla Robotaxi da Tesla, anunciado com pompa por Elon Musk dias antes da divulgação dos resultados financeiros da empresa, foi silenciosamente suspenso.
Segundo reportagem do portal Futurism, funcionários da Tesla na Califórnia e no Texas relataram que a opção de chamar um veículo sem motorista — que havia aparecido no aplicativo interno na semana passada — desapareceu misteriosamente logo após o a chamada com investidores na qual Musk reforçou que enxerga carros para consumidores como coisa do passado e o futuro está nos robotáxis (e robôs humanoides).
O timing da suspensão levantou suspeitas imediatas de analistas e críticos da montadora que não quer mais ser montadora. A narrativa é de que a ativação do recurso pode ter sido uma “demonstração de palco” projetada especificamente para acalmar investidores preocupados com as margens de lucro, e não um lançamento técnico real.
Durante os poucos dias em que o serviço funcionou, a “autonomia” merecia grandes aspas. Os veículos supostamente autônomos eram seguidos de perto por “carros de perseguição” com funcionários prontos para intervir remotamente ou fisicamente. As rotas eram restritas a perímetros extremamente controlados em torno das sedes da empresa.
Além da questão financeira, a Tesla esbarra na burocracia. O Departamento de Veículos Motorizados da Califórnia (DMV) confirmou que a Tesla ainda não possui a licença de implantação necessária para operar um serviço de robotáxi comercial sem motorista, como a Waymo já faz (há quase dez anos). A licença atual da Tesla permite apenas testes com limitações severas.
O recuo repentino sugere que o software Full Self-Driving (FSD) ainda pode não estar pronto para operar sem uma rede de segurança humana constante, contradizendo a promessa de Musk de que a autonomia total seria “óbvia” até o final de 2025.
Via: Futurism