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Ford anuncia parceria com a Renault para carros elétricos na Europa; volta do Fiesta?

Parceria para criar carros elétricos voltados ao mercado europeu pode trazer de volta os compactos que a Ford aposentou no continente
Atualizado: 9 de dezembro de 2025 05:12
Fábrica da Ford em Colônia, Alemanha
Fábrica da Ford em Colônia, Alemanha | Ford / Divulgação

Dando sequencia a seu plano de mudar sua produção de elétricos para veículos mais acessíveis, a Ford anunciou uma parceria estratégica com a Renault para desenvolver seus próximos carros elétricos de entrada na Europa – abrindo a possibilidade do Fiesta retornar como elétrico. Pelo o acordo, a Ford utilizará a plataforma Ampere da Renault — a mesma base que do novo Renault 5 E-Tech,, do futuro Renault 4 e do esportivo Alpine A290.

O movimento é em busca de uma arquitetura mais leve e barata, de forma a competir com a nova onda de elétricos chineses acessíveis que pressionam as marcas tradicionais no mundo inteiro.

“Essa parceria estratégica com o Grupo Renault marca um passo importante para a Ford e dá suporte à nossa estratégia de criar um modelo de negócios altamente eficiente e pronto para o futuro na Europa”, afirmou o CEO da Ford, Jim Farley. “Vamos combinar a escala industrial e os ativos em EV do Grupo Renault, com o design e icônico e a dinâmica de direção da Ford para criar veículos que são divertidos, capazes e distintamente Ford em espírito.”

Volta do Fiesta como elétrico?

A imprensa europeia leu nas entrelinhas o retorno do popular Fiesta, deixado para trás numa tentativa da Ford de fazer como nos EUA e mover sua produção dos compactos para SUVs elétricos. A Ford acabou se arrependendo dessa abordagem, prometendo EVs baratos no lugar de veículos como a F-150 Lightning, que acabou abandonada.

Um produto da Ford da Europa, e feito também no Brasil enquanto a marca americana tinha produção nacional (até 2021), o Fiesta foi fabricado entre 1976 e 2023. A linha da Ford no Brasil seguia mais o padrão europeu (compactos) que o americano (SUVs e caminhonetes), que acabou prevalecendo na atual fase importada. Um retorno do Fiesta na Europa poderia ser também ser um comeback no Brasil.

Em seu anúncio, a Ford também aproveitou para jogar a carta do populismo (anti)ambiental, criticando a política de eletrificação na Europa, que está cambaleando diante da pressão das montadoras alemãs. O anúncio repetiu as palavras que Jim Farley publicou num artigo recente no Financial Times: “a abordagem atual para veículos comerciais é um imposto econômico na espinha dorsal da Europa. Apenas 8% das novas vans são elétricas. Esses veículos são ferramentas para encanadores, floristas e construtores. Metas agressivas em CO₂ para veículos comerciais penalizam injustamente pequenos e médios negócios que geram 50% do PIB da Europa.”

Via Ford

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