A MG confirmou ontem a chegada ao Brasil do MG4 Urban. É um hatch compacto de entrada, disputando o segmento mais aquecido da eletromobilidade brasileira, com o Dolphin Mini e o Geely EX2.
Relativamente recém-chegada no Brasil, a MG é uma marca originalmente britânica comprada pela estatal chinesa SAIC em 2007. Com fabricação chinesa, mas um estúdio de design em Londres, ela tem foco no mercado europeu.
Em comparação com o MG4 atual, que é vendido no Brasil, o Urban tem linhas mais arredondadas e um espaço interno maior, principalmente no banco traseiro, e um porta-malas de 477 litros, servindo mais como um modelo familiar em comparação ao primo mais esportivizado.
O Urban mede 4,4 metros de comprimento por 1,84 de largura e 1,55 de altura e pesa 1.415 kg. Isso torna ele maior que os concorrentes – o EX2 mede 4,13 x 1,8 x 1,51 m e o Mini, 3,78, 1,71 e 1,58 m. Na China, seu preço começa em CN¥ 65.000 (~R$ 50 mil), enquanto o Mini sai a partir de CN ¥ 58.000 (~R$ 42 mil) e o EX2, o carro mais vendido do país, a CN¥ 68.800 (~R$ 52 mil).
Seu trunfo maior é a potência. Para movê-lo, ele possui um motor frontal de 118 kW (160 cv) ou 125 kW (170 cv), ambos bem mais potentes que os concorrentes (o EX2 tem 85 kW, e o Mini, 55 kW). Pode ir de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos (um pouco acima do EX2, que faz em 10,2 s, e bem acima do Mini, que leva 14,9 s).
A bateria tem duas versões disponíveis, a de 42.8 kWh e a de 53.95 kWh. E aqui as coisas ficam interessantes.
Bateria em estado semissólido
Essas são as versões disponíveis atualmente na Europa e, como a MG do Brasil anunciou que haverá “duas opções de bateria”, devem ser essas as disponíveis no Brasil. Inicialmente.
Porque hoje a empresa anunciou que sua nova bateria em estado semissólido estará disponível na Europa antes do fim do ano. Essa bateria tem 70 kWh, aumentando a autonomia de 323 km na bateria menor (CLTC) para 530 km. O modelo saiu na China no fim do ano passado, com um preço consideravelmente maior que os outros da linha: CN¥ 108.800 (~R$ 77 mil).
Ainda assim, é o modelo de entrada da marca. A MG fez um comentário interessante sobre essa escolha: a de, no lugar de estrear uma nova tecnologia num modelo topo de linha, como é comum, fazer isso com o mais básico. “Para nossas novas tecnologias, o maior desafio é a cadeia de suprimentos”, afirmou Li Zheng, cientista de baterias da MG. “Se decidíssemos estreá-las num modelo topo de linha, não poderíamos bancar com o volume dos materiais e assegurar a qualidade.”
A bateria semissólida da MG usa uma tecnologia de óxido de manganês e íon de lítio (LMO), e possui apenas 5% de componentes líquidos (uma bateria básica tem 20%). Ela possui especificações relativamente modestas de densidade, apenas 180 Wh/kg (a BYD Blade 2, bateria líquida de íon de lítio, atinge até 210 Wh/kg). Mas a vantagem está em maior segurança, maior performance a baixas temperaturas, e carregamento até 15% mais rápido. Possivelmente, dada a tecnologia, também seja melhor no calor, o que sempre um bônus no Brasil.
Via MG Brasil, AutoNews Europe



