
A CATL (Contemporary Amperex Technology Co. Limited), maior fabricante mundial de baterias para veículos elétricos, disse que o transporte pesado marítimo eletrificado está prestes a se tornar realidade. Segundo Su Yiyi, chefe da divisão marítima da empresa, navios puramente elétricos capazes de realizar viagens transoceânicas serão uma realidade em breve.
“Num futuro próximo — talvez nos próximos três anos — alcançaremos embarcações puramente elétricas navegando em mar aberto”, afirmou.
A previsão foi feita durante um briefing de imprensa sobre soluções marítimas elétricas em Xangai, nesta quinta-feira (4 de dezembro de 2025). Há uma considerável diferença de escala entre navios transoceânicos e barcos fluviais ou costeiros, que já tem projetos avançados de eletrificação. Até agora, a eletrificação naval estava restrita a rios interiores, lagos e águas costeiras de curta distância, devido às limitações de densidade energética das baterias atuais versus o peso colossal das embarcações transoceânicas de carga.
A Expansão do Império Elétrico
Esta notícia surge num momento em que a CATL consolida a sua liderança absoluta. Dados da SNE Research divulgados esta semana mostram que a empresa manteve 38,1% do mercado global de baterias para VEs entre janeiro e outubro de 2025.
A empresa não é uma novata no setor. Entrou no mercado de eletrificação marítima em 2017 e criou uma subsidiária dedicada em novembro de 2022. A empresa já fornece baterias para quase 900 embarcações e detém cerca de 40% da quota de mercado global neste nicho específico.
Além do mar, a CATL está a construir um ecossistema de transporte integrado. No mês passado, a AutoFlight, uma startup de eVTOL (carros voadores elétricos) apoiada pela CATL, revelou um “vertiport” flutuante desenvolvido em conjunto com a gigante das baterias. Esta infraestrutura utiliza embarcações elétricas para suportar a aterragem e carregamento de aeronaves elétricas, demonstrando como a tecnologia marítima e aérea da empresa estão a convergir.
Navios são um desafio importante do controle de emissões. Funcionando geralmente com combustível naval pesado, que é um dos piores derivados do petróleo, eles são responsáveis por 4% das emissões globais, o que é mais do que os aviões. Outra opção muito considerada são veículos a hidrogênio, seja por células ou até mesmo a combustão, já que o gás tem uma densidade energética melhor que as baterias.
Via CNEVPost