Novo ônibus elétrico criado no Brasil entra para a frota de São Paulo

O Eletra Padron tem mais capacidade que seu antecessor e conta com um conjunto elétrico (motores, baterias, controladores) da nacional WEG

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Publicado em: 27 de novembro de 2025

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Editado em: 27 de novembro de 2025 06:11

Foto do ônibus elétrico Eletra Padron
Eletra Padron | Eletra / divulgação

A SPTrans homologou oficialmente nesta terça-feira (25) o novo ônibus elétrico (ou e-Bus para ficar mais ao estilo Faria Lima) Eletra Padron, liberando o modelo para operar comercialmente e transportar passageiros nas linhas municipais.

Descrito com 100% nacional, ele é produzido pela Eletra em São Bernardo do Campo, com carroceria da Caio e um pacote completo de bateria, controle e tração pela catarinense WEG. Com esse conjunto nacional, a única coisa discutível no “100%” é que o chassi é Mercedes-Benz – da Mercedes Brasil, também em São Bernardo.

Menos peso, mais gente

Por meio de novos motores elétricos com ímã permanente e baterias de nova geração da WEG, o ônibus ficou entre 350 kg e 400 kg mais leve do que as versões anteriores.

Isso permitiu à Eletra instalar mais bancos: a capacidade total subiu para 82 passageiros (sentados e em pé), um ganho de 10 lugares em relação à configuração antiga, que tinha um comprimento de 12,1 metros, contra os 12,5 do Padron.

Segundo a Eletra, a redução de peso também impactou positivamente o alcance, que chegou a um dos maiores da cartergoria. O modelo homologado atingiu uma autonomia de 255 km nos testes da SPTrans.

São Paulo tem um relevo desafiador, onde os ônibus enfrentam condições severas de “arranca e para” no trânsito pesado, ladeiras íngremes e ar-condicionado ligado o tempo todo.

Expansão da Mobilidade Limpa

Além do ar condicionado obrigatório por lei, o modelo aprovado tem piso baixo para acessibilidade e tomadas USB para os passageiros.

“Sabemos da importância de uma aprovação como essa não apenas para a cidade de São Paulo, mas para a eletromobilidade em todo o Brasil e na América Latina”, afirma Milena Romano, presidente da Eletra. “Isso porque os padrões da SPTrans são altamente técnicos, exigentes – como devem ser –, e criteriosos. Esses parâmetros são seguidos por diversas cidades e chegam a embasar normas adotadas por outros países da região. Isso significa que, com esse modelo, podemos atender a diferentes sistemas de transporte e seguir contribuindo para uma mobilidade mais limpa e confortável nas Américas.”

Com a aprovação, as viações que operam na capital já podem encomendar o novo modelo para renovar suas frotas, acelerando a meta da cidade de descarbonizar o transporte público.

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