U9 XTreme: carro mais rápido é elétrico (mas não está no Guinness)
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Dolphin Mini, o BEV mais vendido do Brasil / Divulgação: BYD
BEV (Battery Electric Vehicle, “veículo elétrico a bateria”) são os carros elétricos ditos puros. Eles são movidos por um ou mais motores conectados às suas baterias, de forma que não dependem nunca de nenhum combustível químico.
BEVs são o tipo de veículo mais eficiente no combate às emissões e, ao contrário do que é frequentemente dito, na verdade são mais eficientes nesse combate no Brasil do que em outros países. Numa matriz elétrica relativamente suja como a dos EUA, eles emitem 71% a menos que carros a gasolina (números do ICCT). No Brasil, onde a matriz elétrica é consideravelmente limpa, eles emitem 81% a menos que o carro típico (que aqui é flex).
A desvantagem do BEV é o que se chama “ansiedade de autonomia”, que na verdade é a ansiedade por falta de infraestrutura. É o medo de ficar sem bateria por falta de carregador rápido na estrada. É um medo justificado, mas ele vem da tecnologia, mas da falta de suporte.
A maior parte das emissões de um carro elétrico puro estão em sua fabricação, porque é mais complexa do que carros a combustão interna – por conta da bateria, já que o resto do carro na verdade é mais simples. Isso também torna o Brasil ideal não só para a adoção, como para a fabricação desse tipo de veículo.
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