
Executivos da Eve Air Mobility encontraram autoridades do governo estadual de São Paulo para alinhar as normas para a estreia comercial do eVTOL elétrico Eve em 2027. A Eve é uma subsidiária da Embraer responsável pelo veículo homônimo.
As regras ainda não foram detalhadas, mas o conceito inicial promete trajetos que hoje demoram cerca de duas horas de carro sendo feitos em poucos minutos pelo ar. Um exemplo prático seria ir da Faria Lima ao Aeroporto de Guarulhos em apenas 13 minutos, algo que, para muitos paulistanos, soa quase tão milagroso quanto encontrar vaga no Itaim às seis da tarde.
O BNDES já aprovou R$ 500 milhões para a instalação da fábrica da Eve em Taubaté (SP), projeto que faz parte do programa BNDES Mais Inovação. A unidade deve produzir até 480 aeronaves por ano, gerando empregos diretos e fortalecendo a cadeia tecnológica nacional. Além disso, o banco também investirá US$ 74,9 milhões (aproximadamente R$ 405 milhões) por meio da BNDESPar, para impulsionar pesquisa e desenvolvimento da companhia.
Para que serve um eVTOL?
Também chamado (pelos fabricantes) de “carro voador”, eVTOL vem de vertical take-off and landing (“decolagem e pouso vertical”) com o prefixo e de eletrônico. São veículos que podem ou não ser pilotados por humanos – o que é o caso do Eve. A ideia é que operem como substitutos menos poluidores (inclusive no quesito poluição sonora) que helicópteros.
Um eVTOL pode reduzir o tempo de deslocamento, diminuir a emissão de gases e inaugurar uma nova era para a aviação regional. Inicialmente, o valor não será totalmente popular, mas a ideia é mesmo começar a democratizar (relativamente) o transporte aéreo urbano.
Os voos terão rotas pré-definidas pela empresa que, segundo o executivo Daniel Moczydlower, CEO da Embraer X, subsidiária de inovação da empresa, deverão custar entre US$ 50 e US$ 100 (~R$ 269 a R$ 538). O valor inferior é comparável a um Uber Black do centro de São Paulo para o Aeroporto de Guarulhos em horário de pico.
O eVTOL da Eve, com quatro lugares, comporta três passageiros além do piloto — o que levanta a possibilidade de, como no aplicativo, dividir o trajeto com outros viajantes. O modelo é 100% elétrico e promete operação silenciosa, com emissão zero de carbono, alinhando-se às metas globais de mobilidade sustentável.
A novidade consolida a posição do Brasil em como liderança no mercado internacional de mobilidade aérea urbana.