A Waymo, subsidiária da Alphabet (Google) e atual líder na corrida dos robotáxis nos EUA, está efrentando uma crise. A NHTSA (Administração Nacional de Segurança do Tráfego Rodoviário dos EUA) abriu nesta quinta-feira (29) uma Avaliação Preliminar para investigar um incidente ocorrido na semana passada, onde um dos seus veículos autônomos atropelou uma criança em Santa Monica, Califórnia.
O incidente ocorreu no dia 23 de janeiro de 2026, perto de uma escola primária. Segundo os relatórios, uma criança correu para a estrada saindo de trás de um SUV que estava parado em fila dupla, entrando diretamente na trajetória do Jaguar I-Pace da Waymo.
A defesa da Waymo diz que a máquina fez o que podia. Segundo a empresa, sensores detectaram a vítima e reagiram adequadamente. O “Waymo Driver” (o sistema de IA) freou imediatamente, reduzindo a velocidade de 17 mph (aprox. 27 km/h) para menos de 6 mph (aprox. 9 km/h) no momento do impacto.
A criança sofreu apenas ferimentos leves, levantou-se e caminhou para a calçada. A Waymo contactou voluntariamente as autoridades e o serviço de emergência logo após o indicente.
“Melhor que um Humano”
Numa tentativa de controlar a narrativa, a Waymo divulgou dados de uma modelagem interna comparativa. Segundo a empresa, um condutor humano atento, na mesma situação, teria atingido a criança a uma velocidade de 14 mph (22 km/h) — mais do dobro da velocidade do robotáxi —, o que poderia ter resultado em ferimentos muito mais graves.
Apesar da defesa técnica, a NHTSA quer saber se o algoritmo exerceu a “cautela apropriada” dada a geolocalização. O inquérito vai examinar se o veículo estava a aderir aos limites de velocidade específicos de zonas escolares no momento, o comportamento programado para áreas com “alta densidade de peões vulneráveis” e veículos parados (que muitas vezes ocultam crianças), e Aaresposta pós-impacto do sistema.
A Waymo está enfrentando outra investigação similar. No mesmo dia do caso em Santa Monica, foi aberto outro inquérito devido a relatos de robotáxis a ultrapassarem ilegalmente ônibus escolares parados. Só em Austin, Texas, foram reportados cerca de 20 incidentes deste tipo recentemente, levando o distrito escolar local a pedir o banimento dos robotáxis durante os horários de entrada e saída das aulas. A dezembro, a empresa já havia recolhido 3 mil veículos para uma uma atualização para resolver o problema.
Via Reuters