China e União Europeia fecham acordo para exportação de carros elétricos e evitam guerra tarifária

Consenso alcançado nesta segunda-feira (12) estabelece compromissos de preços mínimos para os fabricantes chineses, substituindo as tarifas punitivas
Atualizado: 12 de janeiro de 2026 02:01

A China e a União Europeia (UE) chegaram a um consenso fundamental nesta segunda-feira sobre a exportação de veículos elétricos a bateria (BEVs) chineses para o bloco europeu, marcando um passo significativo para a desescalada das tensões comerciais que estavam se formando.

O Ministério do Comércio da China confirmou que ambos os lados concordaram em estabelecer “orientações gerais sobre compromissos de preços” para os exportadores chineses. Na prática, esse mecanismo significa que as fabricantes chinesas concordam em vender os seus veículos na Europa acima de um determinado valor mínimo. Em troca, a UE deve suspender ou não aplicar as tarifas adicionais compensatórias que resultaram da sua investigação antissubsídios.

O fim das sobretaxas?

Este acordo visa substituir o regime de tarifas que a UE havia implementado no final de outubro de 2025, após concluir que os subsídios estatais chineses distorciam o mercado. As taxas adicionais variavam conforme a fabricante, atingindo até 35,3% para o grupo SAIC (dono da MG), além da tarifa padrão de 10% de importação.

Segundo o comunicado oficial, a nova diretriz permitirá que as preocupações da UE sejam resolvidas de uma forma “pragmática, direcionada e em conformidade com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC)”. A UE comprometeu-se a emitir um Documento de Orientação para avaliar as ofertas de preços de cada fabricante com base em critérios legais transparentes e não discriminatórios.

A Câmara de Comércio da China para a UE (CCCEU) saudou a decisão, afirmando que o acordo contribui para o “desenvolvimento saudável das relações econômicas e comerciais China-UE” e defende a ordem comercial internacional baseada em regras.

Para as fabricantes chinesas como BYD, Nio e o grupo Geely, o consenso oferece um cenário de previsibilidade vital. A CCCEU destacou que a medida cria um “ambiente mais estável e previsível” para as empresas chinesas que investem e operam na Europa, facilitando a cooperação em áreas como expansão de mercado e inovação tecnológica, em vez de um confronto tarifário direto.

O acordo surge num momento crucial, já que as entregas de veículos elétricos chineses enfrentavam a perspectiva de desaceleração devido às barreiras comerciais impostas anteriormente.

Via: CnEVPost

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