A Peugeot revelou hoje o Polygon Concept, um carro conceito que é um estudo de design radical, antecipando inovações que, promete a empresa, serão realidade em breve. Medindo pouco menos de 4 metros de comprimento, o conceito, desenvolvido pela equipe de design avançado da marca em Vélizy, França, faz, como o nome indica vasto uso de linhas retas e ângulos, num estilo que lembra o filme Tron.
O veículo já teve um teaser no game Fortnite. A apresentação foi feita na forma de um vídeo no YouTube. E, ainda que as fotos fornecidas sejam renderizações em computação gráfica, o carro conceito existe de verdade e aparece no vídeo com executivos da marca.
O formato poligonal chega a todo interior e até os bancos, que são retangulares – mas a almofada pode ser trocada facilmente por uma de outra cor ou formato. O carro inteiro, segundo a Peugeot, é modular, com peças que podem ser atualizadas ao longo dos anos, assim como o software. Na apresentação, vários módulos são trocados, mudando a cor e o estilo do interior e exterior.
Um detalhe importante é uma ausência: o carro não tem uma tela no painel. No lugar disso, todas as informações são projetadas no para-brisa, como um head up display (HUD), que pode também ser visto pelo lado de for do carro (na demonstração, ele aparece mostrando a carga da bateria). Não foi explicado o que será feito do touchscreen, como o motorista irá controlar a interface sem tocar na tela.
Direção “quadrada”
O polígono mais importante do carro, e o centro da apresentação, é o volante retangular. Com ele, o carro reinventa a roda de direção (mais conhecida como volante), de quase forma tão radical quanto seu exterior. Chamada de Hypersquare, ela consiste em um sistema de direção indireta (steer by wire), no qual não existe conexão física entre a direção e as rodas, no lugar disso funcionando por cabos de dados – como o controle de um videogame.
O sistema tem camadas de redundância, segundo a Peugeot, de forma que o carro não perde o controle se um dos cabos se partir.
A direção, segundo a Peugeot, busca trazer o “prazer de dirigir” (só testando para confirmar). O volante se move apenas a 170 graus, não podendo dar voltas completas como volantes tradicionais. Com essa distância, é possível manobrar com movimentos mais sutis dos braços.
Não é ficção científica, segundo a montadora. As inovações – particularmente o volante Hypersquare – tem data para serem implementadas, e é 2027.




