
A Aridge, subsidiária da montadora chinesa Xpeng Motors, mostrou o primeiro Land Aircraft Carrier que saiu de sua linha de produção em Guangzhou (antigamente chamada Cantão). A empresa afirma que esta é a primeira linha de produção em massa do mundo dedicada a um “carro voador”.
Aspas aqui porque o que parece um carro – uma caminhonete de seis rodas com óbvia inspiração no Cybertruck – é justamente a parte que não voa. E um eVTOl não tem nada de carro: é uma aeronave sujeita à legislação e controle de voo como qualquer outra. Se você tiver carteira de motorista mas não um brevê, só pode pilotar a caminhonete (e vice-versa, se for um piloto pedestre).
A unidade inicial não será destinada a clientes; ela será utilizada para uma série de voos de teste. O objetivo é verificar o desempenho do veículo e validar os processos de fabricação, servindo como base para as entregas em larga escala, previstas para começar no próximo ano.
Não é um Cybertruck
O “Land Aircraft Carrier” (Porta-Aviões Terrestre) é composto por duas partes, que são simplesmente chamadas de “módulo terrestre” e “módulo aéreo”.
O primeiro, apelidado de “veículo-mãe”, é uma picape elétrica com tração e direção em suas seis rodas (6×6). Ele é grande – 5,5 metros de comprimento, 2 de largura e 2 de altura – mas foi projetado para caber em vagas de estacionamento padrão e pode ser conduzido com uma carteira de motorista convencional.

O módulo aéreo é um veículo de decolagem e pouso vertical elétrico (eVTOL) com design de seis rotores e dutos duplos, apresentando fuselagem e pás de rotor em fibra de carbono para otimizar a resistência e o peso. O piloto tem à disposição um cockpit panorâmico de 270 graus.
A aeronave suporta tanto o modo de voo manual quanto o autônomo. O controle manual utiliza um sistema de joystick para operação com uma mão. É preciso licença para pilotá-lo (isso ainda está sendo desenvolvido aqui no Brasil, pela Agência Nacional de Aviação Civil). Já o modo autônomo oferece planejamento de rota, voo automatizado por caminhos pré-definidos, decolagem e retorno com um botão, visão 3D composta e assistência de pouso.
Produção em escala
A fábrica onde o Land Carrier é produzido abrange 120.000 metros quadrados e é composta por cinco oficinas centrais: compósitos, propulsão, montagem, pintura e integração final.
A oficina de materiais compostos, responsável pelos componentes de fibra de carbono, segundo a Xpeng, é uma das maiores do mundo em aviação, com meta de 300 toneladas anuais.
A planta foi projetada para produzir 10.000 unidades do “carro voador” anualmente. A capacidade inicial será de 5.000 unidades, permitindo que uma aeronave saia da linha de produção a cada 30 minutos.
Via CarNewsChina