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Smart #2: sucessor elétrico do Fortwo está em testes, com chegada para 2026

Seguindo o exemplo do Twingo, o minicarro icônico dos anos 1990 está para reencarnar em versão elétrica; será que vai colar?
Atualizado: 17 de dezembro de 2025 06:12
Foto do carro Smart #2, camuflado
O #2, camuflado | Smart / Divulgação

Um dos carros urbanos mais carismáticos (e divisivos) já feitos está para voltar. A Smart anunciou oficialmente o início da fase de testes em condições reais do Smart #2, o sucessor totalmente elétrico do clássico Fortwo. A montadora confirmou que o modelo segue o cronograma para sua estreia mundial no final de 2026.

Para validar a nova base tecnológica, batizada de ECA (Electric Compact Architecture), a engenharia da marca adotou uma solução criativa: está utilizando carrocerias do antigo Smart Fortwo montadas sobre a nova plataforma elétrica. Essas “mulas” de teste — termo usado na indústria para protótipos disfarçados — permitem avaliar a mecânica antes da finalização do design externo. Que a empresa promete ser diferente do (mas reminescente ao) Smart Fortwo, com um interior e exterior novos criados por designers da Mercedes-Benz.

O que esperar do novo Smart elétrico

O comunicado oficial confirma que o novo veículo manterá o DNA que tornou a marca famosa. O Smart #2 preservará as dimensões ultracompactas, a configuração de duas portas e dois lugares, e a tração traseira, garantindo a agilidade típica para o trânsito urbano.

A nova arquitetura ECA está sendo submetida a uma bateria de testes. Em campos de prova na China, os engenheiros estudam a dinâmica de condução, rigidez estrutural e sistemas de freios. Simultaneamente, outras instalações testam a durabilidade da suspensão, o desempenho da bateria, software e segurança em testes de colisão.

A Smart, que hoje opera como uma joint-venture entre a Mercedes-Benz e a Geely, busca com o #2 estabelecer novas referências para o segmento de subcompactos premium, atualizando a fórmula criada há quase trinta anos para a era da mobilidade elétrica.

A empresa não falou no preço, mas a imprensa europeia chuta algo na faixa de 20 mil euros. Se for assim mesmo, a Smart pode estar cometendo o mesmo erro que a Fiat ao criar o malfadado 500e: vender um ultracompacto por um preço em que é possível comprar um carro maior e com os mesmos recursos (a Fiat aliás tentou salvar a situação com um híbrido com baixíssima potência). Por menos que esse valor, já é possível comprar um Citroën ë-C3 ou o novo Twingo em suas especificações mínimas.

Via Smart

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