Subsidiária da GWM cria bateria que promete salvar passageiros do fogo em carros elétricos

Com novo tipo de bateria, as chamas se concentram no lado oposto dos eletrodos, e apontam para longe dos passageiros
Atualizado: 4 de fevereiro de 2026 03:02
Carro pegando fogo
Híbridos tem mais chance de pegar fogo que elétricos | Unsplash

Uma das coisas que mais preocupa pessoas que consideram a eletrificação é a possibilidade de fogo em carros elétricos. A Svolt Energy, divisão de baterias originada da Great Wall Motors (GWM), anunciou nesta quarta-feira (4) uma inovação de engenharia que promete resolver o problema.

Incêndios em carros elétricos acontecem por conta do fenômeno chamado thermal runway. Literalmente significa “fuga térmica”, mas talvez melhor traduzido por “descontrole térmico”. É quando o aquecimento das baterias gera uma reação em cascata que termina num incêndio. É relativamente raro – elétricos tem muito menos chance de pegar fogo que carros a combustíveis fósseis (e inflamáveis por sua própria função). Mas é um fogo extremamente violento e extremamente tóxico.

Soluções propostas incluem até baterias ejetáveis. A SVOLT preferiu mudar a engenharia interna da bateria. Com a nova geração da bateria Dragon Armor 3.0, ela afirma ter conseguido, pela primeira vez na indústria, a “separação física entre fogo e eletricidade”.

Bateria SVOLT Dragon Armor 3.0
Dragon Armor 3.0 | SVOLT / Divulgação

Como funciona?

Nas baterias convencionais, os terminais elétricos e as válvulas de alívio de pressão (por onde saem os gases quentes em caso de falha) muitas vezes compartilham o mesmo espaço ou orientação.

Na Dragon Armor 3.0, a SVOLT segregou os terminais, que ficam isolados num lado da célula. O canal de alívio de pressão fica no lado oposto, criando um caminho exclusivo para a exaustão.

Se uma célula entrar em colapso, as chamas e gases são direcionados obrigatoriamente para baixo e para longe da cabine, enquanto a conexão elétrica é preservada ou cortada sem misturar os dois elementos. A promessa da marca que o fogo nunca atinja o compartimento de passageiros, e seja também mais fácil de controlar.

A marca ainda diz que a nova arquitetura tem outras vantagens. Houve um aumento de 7% a 10% na densidade energética para o mesmo tamanho de pacote, a temperatura na qual ocorre o descontrole térmico subiu 5°C, e a probabilidade de falha caiu 25%.

bateria entrará em produção com opções de pacotes de 86 kWh para híbridos plug-in (PHEV), prometendo uma autonomia elétrica superior a 400 km apenas no modo EV — um número bem alto para um híbrido.

A SVOLT é a fornecedora de baterias da GWM, que já opera no Brasil com a linha Haval e Ora. É muito provável que esta tecnologia de “blindagem contra fogo” equipará os próximos lançamentos da marca no nosso mercado, elevando a barra de segurança para todo o setor.

Via: CarNewsChina

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