BMW considera adicionar carros elétricos com extensor de autonomia (EREVs) a sua linha

Curiosamente, a BMW na verdade foi uma pioneira dessa tecnologia, com o i3 REx de 2014; mas esse era bem diferente do que existe hoje

|

Publicado em: 26 de novembro de 2025

|

Editado em: 26 de novembro de 2025 08:11

Em princípio no mercado chinês, a BMW está pensando em adotar uma tecnologia emergente: os carros elétricos com extensor de autonomia (ou EREVs).

A informação vem da Bloomberg, que afirma ter ouvido fontes da indústria que pediram para não ser identificadas: segundo elas, diante da perda de vendas na China para os concorrentes, a montadora alemã está cogitando entrar também na onda dos EREVs, e estaria considerando criar versões com essa tecnologia para o SUV X5 (híbrido plug-in) e do sedan i7 (elétrico a bateria). Isso já seria parte da evolução da plataforma Neue Classe, criada para modelos de todas as motorizações.

Na China, os maiores concorrentes desses modelos são veículos de alto luxo como o BYD Yangwang U8, o Huwaei Aito M9 e Li Auto L9. Todos são EREVs.

EREVs (Extended Range Electric Vehicle, “veículo elétrico de autonomia estendida”) são novidade no Brasil. O primeiro a chegar foi o Leapmotor C10. Mas são a bola da vez na China. Tecnicamente um tipo de híbirdo plug-in, são muito diferente dos híbridos plug-in tradicionais (PHEVs). São veículos com motorização puramente elétrica, com uma bateira geralmente maior que a dos PHEVs, e que contam com um gerador (não motor) a combustão interna. Quando a bateria acaba ou o dono prefere assim, esses geradores dão conta de criar a energia para o carro.

O retorno da pioneira

Como com os PHEVs, o quanto isso é ambientalmente sustentável vai do motorista preferir usar ou não só eletricidade (e a matriz energética, é claro). Mas, diferente de muitos PHEVs, cujo modo puro elétrico pode ser insatisfatório por conta de motores elétricos fracos, que não dão conta sozinhos, os EREVs sempre estão no modo puro elétrico (em termos de propulsão). É a experiência de um carro elétrico e não há uma mudança de comportamento ao usar o gerador, que, sem estar conectado à transmissão, é mais silencioso que motores comuns.

Por conta dessas vantagens, há praticamente um febre de EREVs na China, com as vendes crescendo 50% no último ano.

Uma coisa interessante: a BMW é uma das pioneiras do EREV. O compacto i3 REx, lançado em 2013, tinha um gerador. Mas não agia como um EREV moderno: seu gerador era um motor de scooter, o C650 GT. Com o gerador produzindo 34 cv, em contraste com o normal de 168 cv funcionando na bateira, o resultado era previsível: no modo gerador, ele virava uma lesma.

Compacto elétrico BMW i3 de 2013
O BMW i3, lançado em 2013 | Vauxford / Wikimedia Commons

A ideia era ser só uma opção estritamente de emergência. Mesmo com o extensor, o alcance era baixo: entre 240 km e 320 km, dependendo da bateria do modelo. EREVs modernos frequentemente passam de 1000 km de autonomia combinada. Por isso tudo, o i3 REx não exatamente deixou saudades.

Por enquanto, a notícia só se aplica à linha da BMW na China, mas tanto o X5 quanto o i7 são vendidos no Brasil.

Via Bloomberg

MAIS LIDAS

Conteúdo Relacionado

Assine a nossa newsletter

Assine a nossa newsletter