A Tesla escolheu o apresentador e aficionado por carros Jay Leno para apresentar a nova versão do seu caminhão Tesla Semi, que ela afirma ter atingido paridade com caminhões comuns. Leno foi convidado a dirigir um deles em seu programa e ver se a informação procede.
“Semi” é o apelido dos americanos para semi-truck – nosso semirreboque. O Semi perdeu cerca de 500 kg desde sua última versão para conseguir atingir uma autonomia comparável a um caminhão comum.
A cabine também colocou o motorista no centro – um assento só na frente, mais outros atrás (só um estava instalado para o programa). Isso é, segundo os engenheiros da Tesla, para tornar o caminhão mais aerodinâmico, criando um perfil parecido com uma locomotiva de um trem bala.
Segundo os engenheiros da Tela no programa, o coeficiente aerodinâmico do Tesla Semi é de 0,4 – próximo ao do Bugatti Chiron, de 0,38, como a empresa faz questão de comparar.
O caminhão é capaz de carregar a 1.200 kW – comparável aos novos carregadores ultrarrápidos da BYD. Pode “encher” 60% em 30 minutos, o que dá para 482 km (600 milhas).
Economia para o caminhoneiro
Ainda segundo a Tesla, o caminhão é 50% mais barato de operar que um semirreboque a diesel na Califórnia, que tem benefícios para eletrificação, e 20% no resto do país. Além disso, o preço sugerido pela Tesla é de US$ 290 mil (~R$ 1,5 milhão) para a versão de longa distância, a maior e mais cara. A média para um cavalo de zero emissões no país é de atualmente US$ 435 mil (~R$ 2,2 milhão).
Um detalhe interessante é que o caminhão tem dois eixos separados para diferentes funções. Há um eixo para torque e baixa velocidade, e um eixo para velocidade “de cruzeiro”. Isso resolve o dilema de acabar com um caminhão desempenhando pior ou na partida ou na estrada.
A Tesla tem uma fábrica pronta em Reno, Nevada, para até 50 mil unidades por ano.
“A economia está pronta. O produto está pronto. Nós temos a fábrica pronta, e temos grande demanda”, afirmou no programa Dan Priestley, engenheiro responsável pelo projeto.
“A coisa mais estranha para mim é que eletricidade virou política”, afirma Leno. “[O caminhoneiro diz:] ‘Eu gosto de um [caminhão] mas sou republicano [partido de Trump]’. Eu não entendo como isso virou uma coisa politizada. É eletricidade!”
Sábias palavras.