
Enquanto o Ocidente retrocede, a China dá dois passos adiante. O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) revelou nesta semana o seu roteiro para o setor de Veículos de Nova Energia (NEV) neste ano, que inclui a produção na China de baterias de estado sólido.
Numa reunião interministerial realizada em Pequim, as autoridades definiram o ano como o ponto de partida do “15º Plano Quinquenal” do país, identificando duas tecnologias críticas como pilares centrais: as baterias de estado sólido e a condução autônoma de nível 3 (automação condicional, o motorista precisa estar pronto a assumir o controle).
O plano do MIIT prioriza explicitamente avanços em materiais fundamentais para viabilizar as baterias de estado sólido – o grande salto para frente, que vai tornar basicamente tudo (talvez não o preço) melhor, esperado para breve.
(O salto possivelmente foi dado semana passada por uma empresa finlandesa, que afirmou estar pronta para fabricar motos com baterias em estado sólido, mas tem encarado ceticismo até que provem suas afirmações feitas na CES em Las Vegas.)
Na China, são fabricantes como Dongfeng, Chery, Sunwoda e SAIC trabalhando na produção de protótipos e linhas piloto. Os números ambicionados por essas empresas são densidade energética entre 350 a 600 Wh/kg (mais que o dobro das melhores atuais), e capacidade de dar entre 1000 e 1.300 km de autonomia para os carros.
Direção autônoma no pacote
O outro foco do governo chinês é a inteligência artificial aplicada à condução. O país busca viabilizar a popularização da condução autônoma de Nível 3 – que funciona em regiões predeterminadas, exigindo um motorista pronto para intervir.
O MIIT já concedeu licenças de acesso ao mercado para o primeiro lote de veículos L3. Empresas como BYD, Xpeng, Li Auto, Changan e Arcfox já obtiveram permissões de teste e estão a recolher dados em estradas públicas para refinar seus algoritmos e sensores.
Além da tecnologia, o plano governamental aborda a economia do setor, falando em renovação de frota, incentivando a troca de veículos antigos por novos, e esforços para a eletrificação de frotas pesadas.
Por fim, o documento reforça a estratégia de internacionalização. O governo chinês promete apoiar as suas empresas na expansão global “ordenada e segura”, focando na cooperação tecnológica e no investimento externo.
Via CarNewsChina