O Geely Holding Group anunciou nesta semana uma ofensiva ambiciosa em sua estratégia global até o fim da década. Em seu Plano Estratégico de 5 anos para 2030, a empresa delineia como pretende estar entre as 5 maiores montadoras globais até o fim da década.
Coincidindo com o seu 40.º aniversário em 2026, a holding revelou o seu plano estratégico de cinco anos, intitulado “One Geely, Leading through Innovation and Integration”. As metas financeiras e operacionais são agressivas:
- Vendas Globais: Superar 6,5 milhões de veículos anuais (incluindo passageiros e comerciais).
- Receita: Ultrapassar 1 trilhão de yuans (~US$ 143 bi, ou R$ 760 bi).
- Eletrificação: Atingir uma taxa de penetração de veículos de nova energia (NEV) superior a 75%.
- Globalização: Garantir que as vendas fora da China representem mais de um terço do total.
A estratégia apoia-se num “Ecossistema Tecnológico de Sete Dimensões”: direção inteligente, cockpit inteligente, arquitetura elétrica/eletrônica, arquitetura veicular, baterias, condução elétrica e “super híbrido” (como ela chama sua arquitetura híbrida plug-in).
Em números, o plano nem parece tão ambicioso assim: em 2025, a Geely vendeu 4,116 milhões de veículos (+26% em relação ao ano anterior), com os elétricos e híbridos a representarem já 56% desse total.
Bateria em estado sólido este ano
No mesmo evento em que revelou seu plano de 5 anos, a Geely confirmou um avanço em curto prazo: o início dos testes veiculares com as suas baterias de estado sólido próprias ainda este ano.
A empresa confirmou que o seu primeiro pacote de baterias de estado sólido desenvolvido internamente será finalizado em 2026 e imediatamente submetido a validação e instalação em veículos.
Diferente de anúncios anteriores focados em pesquisa de laboratório, este passo coloca o projeto numa fase de verificação de nível veicular. As células experimentais da empresa já atingiram densidades energéticas de cerca de 400 Wh/kg – quase o dobro das melhores baterias atuais.
Além das baterias, a empresa menciona diversificação, prometendo expandir o seu ecossistema de veículos elétricos a metanol-hidrogénio e acelerar a comercialização de tecnologias de condução autónoma (L4) e operações de Robotaxi.
No Brasil, a Geely atua em parceria com a Renault, após adquirir parte de sua operação no país. O seu elétrico puro EX2 – o carro mais vendido da China em 2025 – chegou ao Brasil no ano passado e rapidamente subiu na lista dos elétricos mais vendidos no Brasil. Em breve, ela deve começar a fabricar o EX5 “super-híbrido” no Paraná, na fábrica da Renault.