
Um novo pedido de patente, publicado nesta terça-feira (10) pelo Escritório de Propriedade Intelectual da China, indica que a Xiaomi está preparando veículos com motor a combustão no futuro. Atualmente, os dois modelos de sua linha, o SUV YU7 e o sedan SU7, são elétricos puros (BEV).
A patente, registrada sob o número CN119097784A pela “Xiaomi Automobile Technology Co., Ltd.”, descreve um “sistema e método de exibição de tanque de combustível”. A patente é bastante elaborada e detalha um método para determinar o nível inicial de combustível e comparar esse valor com valores detectados posteriormente. Se a diferença é maior que um limite predeterminado, o valor mostrado é ajustado, até que essa diferença entre o que é lido e mostrado seja menor que esse limite.
A função é tornar mais precisa a leitura da capacidade de combustível, lidando com a imprecisão intrínseca aos sensores. A patente segue especificando (ainda que seja óbvio) de que se aplica apenas a veículos com armazenamento de combustível.
Não é um indício de que a Xiaomi irá produzir carros a combustão interna pura, dado o seu histórico, mas que pretende criar mais versões híbridas no futuro. Ainda que sua linha atual seja puramente elétrica, ela já tem um veículo híbrido confirmado para o ano que vem.
O carro híbrido da Xiaomi
Em julho, a imprensa chinesa havia notado na rua um SUV full size da Xiaomi andando disfarçado. Esta semana, houve a confirmação de que se trata do modelo antes chamado com o codinome Kunlun, que será um elétrico com extensor de autonomia (EREV), chamado YU9. Assim, a patente não indica o primeiro modelo da Xiaomi com combustão interna, mas que mais veículos virão. O carro será lançado junto com a versão GT do SU7 e uma revisão do YU7 – ambos permanecem elétricos puros.
EREVs são uma solução emergente à ansiedade de alcance, se popularizando na China – ainda que tenha estreado com a BMW. A condução é puramente elétrica e o gerador atua apenas quando a bateria acaba. Na prática, eles têm tanto a experiência de um carro elétrico quanto não sofrem de um problema comum aos híbridos plug-in, que é o uso da combustão interna se tornando obrigatório em algumas situações em que ainda há carga na bateria.