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Na União Europeia, quase 70% dos carros novos são eletrificados e elétricos vendem mais do que a gasolina

Em dezembro de 2025, pela primeira vez, carros elétricos puros (BEVs) venderam mais que carros a gasolina; mas nem tudo são boas notícias
Atualizado: 28 de janeiro de 2026 06:01
Bandeiras de países da União Europeia
Países da UE | Antoine Schibler / Unsplash

O relatório de vendas da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) acaba de ser publicado, e traz diversas informações interessantes sobre a evolução da adoção dos carros elétricos, e da eletrificação em geral, na União Europeia.

Pelo segundo ano consecutivo, mais carros eletrificados (HEV, BEV, PHEV) foram vendidos que convencionais. E, em dezembro do ano passado, pela primeira vez, elétricos puros (BEVs) superaram os carros a gasolina, num empate técnico: 22,6% contra 22,5%.

Novos emplacamentos na UE por motorização em dezembro de 2025 | ACEA / reprodução

Comparado a dezembro de 2024, onde os BEVs marcaram 15,9%, houve um aumento de 42% no percentual (semelhante aos 39% do Brasil, mas num mercado bem mais maduro), ou 51% nas vendas totais segundo a ACEA. No total do ano, os modelos a gasolina ainda venceram, com 26,6% versus 17,4%.

Novos emplacamentos na UE por motorização no ano de 2025 | ACEA / Reprodução

O total de eletrificados em 2025 foi de 61,3% – o segundo ano em que mais eletrificados foram vendidos que outros tipos de propulsão, com 2024 já marcando 51,7%. Contando apenas dezembro, houve 67% de eletrificados, comparado a 57,9% em dezembro de 2024.

Alguns poréns

Alguns fatores críticos a considerar em meio às boas notícias. Gasolina não é sinônimo para combustíveis fósseis na Europa, onde carros de passeio a diesel são permitidos. Esses marcaram 7,2% em dezembro, trazendo o total de combustão interna pura para 29,7% no mês – ainda mais que os elétricos puros, portanto.

Mas ambos os tipos de combustão interna pura estão em queda. Em 2025, o total de diesel e gasolina foi de 35.5%, contra 45,2% em 2024. Em números absolutos, a ACEA mostra uma queda anual de 26,6% para a gasolina e 24,2% para o diesel no último ano.

Há outra informação menos otimista a lembrar: os híbridos não plug-in (HEV) mantiveram a mesma proporção alta (33,7%) entre os dois meses de dezembro, marcando 34,5% no ano de 2025. Essa é a categoria individual mais popular de carros na União Europeia.

Como híbridos não plug-in não podem carregar na rede elétrica, são carros com propulsão eletrificada movidos exclusivamente com combustíveis fósseis. Somando eles ao diesel e a gasolina, 63,4% dos veículos vendidos na UE eram movidos a combustíveis fósseis em dezembro. Veículos plug-in (incluindo aí os PHEVs e EREVs), os que podem se mover só com eletricidade marcam 33,2% das vendas no mês.

Nosso take: se essa evolução faz soar estranha a pressão dos fabricantes europeus pelo fim do banimento da combustão interna para 2025, é porque é um erro entender essa pressão como uma defesa da combustão interna pura – até mesmo a linha da Ferrari em 2026 é principalmente composta por híbridos. A flexibilização proposta pela UE na verdade fala de híbridos “altamente eficientes”. É improvável que a combustão pura seja ainda relevante na Europa (e talvez nem no Brasil ou EUA) em 2035 – talvez sobreviva como um luxo para aficionados. A luta dos fabricantes para manter a combustão interna é principalmente na forma híbrida.

Via: ACEA

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