
Os dados são via Automotive World. Em março deste ano, a Tesla registrou significativas melhoras em suas vendas nos países da Europa. Em comparação a março do ano passado, as vendas subiram 203% na França, para 9.569 unidades, 178% na Noruega, para 6.150 e 144% na Suécia, para 1.447. O mês segue uma tendência de recuperação iniciada em fevereiro, em que a Tesla viu seus emplacamentos subirem pela primeira vez em mais de um ano no continente.
Em 2025, a Tesla havia perdido quase 50% de sua participação de mercado na Europa, por conta da concorrência com os chineses e os próprios europeus, uma linha vista como engessada, e (sim, isso até virou um estudo) as opiniões políticas de seu CEO se tornando um problema de relações públicas para a marca.
Assim, esses números positivos são em comparação a um crash. Mesmo o número vultoso na França é ainda assim menor que o obtido em dezembro de 2023, indicando uma estagnação de longo prazo, num período em que o mercado como um todo aumentou 68%. Em casa, nos EUA, ainda se recuperando do fim do subsídio, a marca caiu 7,9% em março – o que é, dado o cenário no país, até razão para comemorar.
Ainda que a Tesla tenha um discurso no qual sua produção de carros parece estar em segundo plano, ela tomou algumas decisões comerciais importantes recentemente, cortando o preço das versões de entrada do Model Y e do Model 3, e renovando o primeiro com sua versão Juniper, que saiu no ano passado. Mesmo que tenha perdido a coroa para a BYD como o maior fabricante de elétricos do mundo em 2025, o Model Y se mantém como o modelo mais vendido no planeta, em qualquer motorização.
O Automotive World considera que, além dessas decisões, a crise do petróleo com o bloqueio no estreito de Ormuz é um dos maiores impulsionadores do momento positivo. No entanto, consideram que público da Tesla está se tornando mais velho, concentrando early adopters que mantêm seu apego à marca, e não se importam muito com as opiniões políticas de seu CEO.
Via Automotive World