
A gigante chinesa BYD acaba de anunciar avanços em duas das tecnologias mais faladas do momento da indústria: as baterias de estado sólido e as baterias de íons de sódio.
O departamento de relações com investidores da marca confirmou progressos técnicos significativos que colocam a empresa na linha da frente para iniciar a produção em pequena escala de baterias em estado sólido já no ano de 2027.
A parte mais chamativa é a das baterias de estado sólido baseadas em sulfetos, compostos de enxofre que a BYD identificou como sendo a via mais prática e viável para a comercialização a curto prazo, por ter mais facilidade na fabricação. Os sulfetos usados não são inflamáveis e têm fácil adesão, o que facilita na montagem.
As baterias em estado sólido da BYD estarão prontas em veículos em 2027, com a expectativa de que entrem para valer no mercado a partir da década de 2030.
Por que o sódio?
As baterias de íon de sódio são uma aposta bem diferente, se um pouco menos excitante. Enquanto as baterias em estado sólido têm densidade energética bem maior que as baterias de íon lítio atuais (o dobro ou mais), as de sódio são na verdade ligeiramente menos densas.
Suas vantagens ficam na estabilidade térmica, funcionando melhor em temperaturas mais baixas que as do lítio, podendo carregar de forma rápida com menos desgaste. Além disso, e também na direção oposta às baterias em estado sólido, que devem custar mais que as atuais, elas devem ser até 40% mais baratas, porque não exigem metais raros. Isso pode fazer com que carros elétricos tenham, enfim, paridade de preço com carros a combustão interna de entrada.
A empresa anunciou sua terceira geração desse tipo de bateria. Os testes de laboratório mostraram uma capacidade de 10.000 ciclos de carga completos – o que, se um carro perfaz 200 km com uma bateria (um número modesto), daria 2 milhões de quilômetros antes dela perder a capacidade. Muito mais que a vida útil de um veículo de passageiro típico.
A BYD afirma que, na prática, a implementação de ambas as tecnologias vai depender das preferências do mercado no futuro próximo.
Via: IT Home