
A marca chinesa de veículos elétricos Leapmotor, presente no Brasil por meio de uma joint venture com a Stellantis, acaba de anunciar que entrará num novo mercado, oferecendo o C10 versão híbrida por assinatura. O programa com o não exatamente imaginativo nome Leapmotor por Assinatura foi lançado nesta terça-feira (10) e já está disponível em todo o território nacional, sujeito à disponibilidade da rede de concessionárias.
O modelo escolhido para estrear o serviço é o C10 Ultra-Híbrido – que é um EREV (extended range electric vehicle), mas a marca prefere a sigla REEV (range extended electric vehicle), um sinônimo. Um EREV é um tipo de híbrido com motor elétrico e gerador a gasolina, para quando acaba a bateria (veja mais abaixo).
A plataforma de assinatura segue os mesmos moldes operacionais dos outros programas já oferecidos pelas marcas da Stellantis no país, como Fiat, Jeep e Peugeot, apostando na conveniência de um serviço centralizado. Por enquanto ao menos, não há menção à versão elétrica pura (BEV) do C10 por assinatura.
A mensalidade, que parte de R$ 5.000, funciona como um pacote “tudo incluso”. O valor do plano já contempla o pagamento de IPVA e documentação, o seguro completo do carro, todas as manutenções preventivas e um serviço de assistência 24 horas.
Para se adaptar a diferentes perfis de uso, os interessados podem escolher contratos com duração de 12, 18, 24 ou 36 meses. Além do prazo, é possível definir a franquia de quilometragem mensal, com opções fixadas em 1.000 km, 1.500 km ou 2.000 km por mês. Todo o processo de contratação pode ser realizado de forma online ou presencialmente em uma das concessionárias da rede.
O que é um EREV (ou REEV)?
Um EREV/REEV é um tipo de híbrido que, estreando com a BMW i30 nos anos 10, está em ascensão na China e que já despertou o interesse de fabricantes ocidentais como a própria BMW.
Na prática, a tração das rodas é feita exclusivamente por um motor elétrico, enquanto o motor a combustão interno funciona apenas como um gerador de energia para recarregar a bateria em movimento. Eles geralmente tem capacidade de bateria mais próxima dos elétricos puros que dos híbridos plug-in tradicionais (PHEV), mas o C10 tem relativamente modestos 111 km (Inmetro).
Em tese, seria o melhor dos mundos para o motorista: não há a ansiedade com falta de infraestrutura (e não realmente ansiedade de autonomia: o motorista sabe até onde seu carro vai, o que não sabe é se vai ter como carregar).
A montadora destaca ainda que o modelo tem forte integração vertical, com 70% dos seus componentes, incluindo o trem de força elétrico e os sistemas inteligentes, desenvolvidos e fabricados internamente pela própria Leapmotor.
Por enquanto, não há menção a disponibilizar também o C10 elétrico puro por assinatura.
Via Stellantis