43% dos carros eletrificados do Brasil são produzidos nacionalmente, indica Anfavea

Mês de fevereiro apresentou queda de produção entre os anos, mas nos eletrificados houve um aumento considerável
Atualizado: 6 de março de 2026 06:03

Em um mês de baixa de vendas, a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) encontrou uma razão para comemorar em sua coletiva de imprensa: quase metade dos carros eletrificados no Brasil já são Made in Brazil.

O número partiu de uma base de cerca de 25% no começo do ano passado, e subiu consideravelmente com, entre outros fatores, a nacionalização de fabricantes como a GWM e BYD, e o começo da produção do híbrido não plugin (HEV) Toyota Yaris Cross, que havia sofrido atrasos por conta de um desastre na fábrica no interior de São Paulo.

Gráfico com vendas anuais de eletrificados no Brasil, segundo a Anfavea
Vendas de eletrificados no último ano | Anfavea / Divulgação

Pela Anfavea, o Brasil vende 15,9% de eletrificados – uma queda de um ponto percentual em relação a janeiro. Considerando apenas carros (a participação de eletrificados em utilitários é infelizmente mínima), a conta fica em cerca de 20%.

Como a Anfavea trata híbridos leves (MHEV) como eletrificados, seu ranking apresenta uma maioria de híbridos. Isso difere de outros levantamentos como os da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), que não trata essa categoria como eletrificada e, com isso, os mais vendidos entre eletrificados são os elétricos puros (BEV).

(Isso é em grande parte ao sucesso do BYD Dolphin Mini, o carro mais vendido no Brasil no varejo em fevereiro, que também puxa o índice de nacionalização.)

Queda nas exportações

No ranking geral, há boas e más notícias. Em fevereiro, houve um aumento na produção em relação a janeiro, com automóveis registrando um crescimento de 22,7%, de 124,2 para 152,3 mil carros. Mas, em comparação com 2025, há uma queda de 8,1%.

Isso não se aplica a eletrificados, que subiram, como é visível no gráfico acima e pode ser comprovado por números como os da Fenabrave, pela qual houve um aumento de 73,21% para eletrificados entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026. Esse número se divide em 93,65% para elétricos puros e 65,36% para híbridos.

A Anfavea afirma que a queda não reflete necessariamente um problema do mercado Brasileiro, mas principalmente pela queda de exportações, que caíram 28% entre os anos, puxada pela crise na Argentina.

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