Funcionária realizando teste de bateria
Teste de bateria | Pablo Merchán Montes / Unsplash +

O evdrops ouviu, de uma fonte da indústria que prefere não se identificar, que a BYD Brasil está estudando um método para certificar o estado de saúde (SoH) de baterias para os consumidores brasileiros.

Segundo a pessoa que passou a informação, é importante criar uma relação de confiança dos consumidores e criar um bom critério de avaliação para os usados, e ajudar aos lojistas terem clareza de qual é a condição dos produtos que estão vendendo.

Qual exatamente será o método para essa certificação, se será algo provido nas concessionárias ou um serviço prestado pela BYD aos revendedores, ainda está em aberto. Mas há um precedente numa ação da BYD em diversos países da Europa: é possível testar o estado de saúde em concessionárias, e também há um programa bem mais complexo, o BYD Certified Pre-Owned (“pré-propriedade certificada”), que foi lançado em setembro do ano passado.

Trata-se de usados que são revisados em 179 quesitos, incluindo o estado de saúde da bateria, que precisa ser de no mínimo 90 (indicando 90% de sua capacidade original).

Os carros aprovados pelo programa são vendidos com uma nova garantia de ao menos um ano e 20 mil km, caso já tenha sido expirada a garantia original de 8 anos e 200 mil km, mais dois anos de assistência gratuita em toda a Europa, e dois anos de serviços conectados.

O método de certificação faz uso de parceiras terceirizadas para garantir a independência dos resultados. É usado um algoritmo de testes próprio da BYD, que leva em conta os dados de utilização do veículo, para dar ao usuário um índice claro do desgaste.

Por que o teste de estado de saúde (SoH) é fundamental

Hoje em dia, o teste do estado de saúde pode ser fornecido por terceiros, mas é um serviço que ainda está engatinhando. A maioria das pessoas vai depender das informações do próprio veículo. Um teste ou, melhor ainda, um certificado, daria mais segurança às pessoas na hora de comprar um usado.

A bateria é o componente durável mais sujeito à ação do tempo num carro elétrico. Motores, por terem poucos componentes, muito raramente causam problemas. Baterias de íon de lítio, como todo mundo que tem celular sabe, acabam perdendo sua capacidade com o tempo, por conta de degradação química e física.

Isso é afetado pelo uso (principalmente o carregamento rápido, mas também o calor), mas acontece também apenas pelo tempo. Ainda que o efeito seja, de acordo com dados reais de uso, e em modelos modernos, menor do que as pessoas imaginam: geralmente entre 1% e 2% ao ano.