Carrinho de compras
A grande liquidação | Bruno Kelzer / Unsplash

No evento Financial Times Future of the Car, que aconteceu hoje em Londres, a vice-presidente executiva da BYD, Stella Li falou dos planos da empresa para a Europa. Segundo ela, a empresa pretende ocupar, digamos assim, “terras improdutivas” de outras montadoras.

“Estamos procurando por qualquer fábrica disponível na Europa”, afirmou Li, “porque queremos fazer uso desse tipo de capacidade não utilizada. Estamos conversando não apenas com a Stellantis, mas também com outras empresas”.

O anúncio vem pouco depois de terem saído na imprensa espanhola os planos da Geely de comprar parcialmente uma fábrica da Ford na Espanha, e de um anúncio da Stellantis, que pretende começar a fabricar os veículos de sua parceira Leapmotor, também na Espanha.

Queda em casa, crescimento no exterior

A BYD tem passado por um período bastante desafiador em casa, acumulando 8 meses de queda de vendas no comparativo com o ano anterior. Fora da China, a empresa cresce rapidamente, com 70,9% de crescimento anual no mundo, 117% no Brasil, que agora é seu maior mercado fora de casa, com 11% das vendas totais da marca.

A fábrica de Camaçari, aliás, pertencia até 2021 à Ford, que vendeu as instalações ao governo da Bahia ao realizar sua saída do Brasil. Em 27 de abril, inclusive, a BYD abriu mais 1.600 vagas nessa planta, chegando perto de 10 mil funcionários, contando os terceirizados.

A empresa acredita que, quando as instalações na Bahia forem concluídas, ela poderá produzir 600 mil veículos por ano, se tornando a maior planta automotiva do Brasil. E também afirmou que já tem contratos para 100 mil unidades produzidas no Brasil encomendadas pela Argentina e pelo México.

Embora 61% de suas vendas ainda seja na China, esse número tende a se inverter em breve, com a BYD se tornando cada vez mais uma empresa internacional.

Via Bloomberg