Modelo vestida de baiana na fábrica da BYD em Camaçari, com caminhonete BYD Shark ao fundo
Imagem celebratória da fábrica na Bahia | BYD / divulgação

A BYD publicou seu relatório de resultados com as vendas de abril de 2026 e ele tem notícias boas e ruins para a marca.

Começando pelas ruins: a BYD está em seu oitavo mês de queda na comparação anual. As vendas globais caíram 15,7% em comparação a abril de 2025, marcando 314.123 veículos (contra 380 mil ano passado). O total no primeiro quadrimestre foi de 1.003.039 unidades, uma queda de 26% em relação ao mesmo período em 2025.

E – esta pode ser vista como boa ou ruim – as vendas subiram 6,2% em relação a março. Mas isso veio após terem marcado um crescimento de 57,4% em março comparado com fevereiro (e então isso significava uma queda anual de 20,4%).

Na tabela abaixo é possível ver as vendas totais da BYD no mundo no último ano:

MêsVendasVar MensalVar Anual
abr. 2026314.1236.2 %-15.7 %
mar. 2026295.63957.4 %-20.4 %
fev. 2026187.782-8.6 %-41.8 %
jan. 2026205.518-50.5 %-30.7 %
dez. 2025414.784-12.7 %-18.6 %
nov. 2025474.9218.7 %-5.8 %
out. 2025436.85611.1 %-12.7 %
set. 2025393.0605.8 %-5.9 %
ago. 2025371.5018.9 %0.2 %
jul. 2025341.030-9.7 %0.1 %
jun. 2025377.6280.2 %11.0 %
maio 2025376.9301.2 %14.1 %

O que move o ponteiro para baixo são as vendas da BYD na China. Como mencionamos anteriormente, a marca enfrenta séria competição interna, além de uma redução nas políticas públicas favorecendo EVs no país. O Dolphin Mini perdeu sua posição de mais vendido na China em maio do ano passado para o Geely EX2.

Sucesso no Brasil

Mas no exterior a situação é completamente outra: as vendas cresceram 70,9% em abril em comparação ao ano anterior, registrando um número de 134.542 veículos, o que é 41% do total de emplacamentos.

E o Brasil é o campeão de crescimento entre esses mercados. Com 14.915 unidades, em abril o Brasil representou 11% das vendas no exterior da BYD.

Ainda não saíram dados de todos os países para compilar (nem mesmo no primeiro trimestre), mas, no ano passado, o Brasil liderou de longe as vendas fora da China, com 112.929 unidades, contra 75.157 no segundo lugar, o México. Somos um dos poucos países nos quais a maior parte das vendas é de elétricos puros (BEV), marcando 58% neste ano, segundo informações da ABVE. Em abril, pela primeira vez na história do Brasil, a BYD desbancou fabricantes ocidentais e se tornou a marca número um no varejo.

Via CarNewsChina