
A fauna da Fiat ganhou mais um membro. A marca prepara um carro elétrico urbano chamado Koala, que compartilhará a plataforma do novo Citroën 2CV e tem lançamento previsto para 2028. E, pelas suas características, ele já é cogitado como possível sucessor do Mobi no Brasil.
O subcompacto fará parte da família Panda, ao lado do Grande Panda e do Grizzly, mas terá nome próprio para se diferenciar do Pandina a combustão. Segundo Arnaud Belloni, CEO da Fiat, Abarth e Lancia, e François Leboine, chefe de design da marca, o Koala está em estágio avançado de desenvolvimento, comparável ao conceito do novo 2CV.
O visual não seguirá a tendência neo-retrô. A proposta deve incorporar referências ao Panda, com formas mais quadradas, mas sem reproduzir diretamente o estilo de modelos antigos. O conceito Ippo, criado por estudantes italianos em um concurso de design da Fiat, é uma das possíveis inspirações para o projeto.
A Fiat, porém, optou por não apresentar o carro no Salão de Paris para não dividir as atenções com a Citroën. A expectativa é que sua estreia aconteça em 2027, antes do início da produção.
Bateria pequena para manter o preço baixo
A base E-Car, desenvolvida pela Stellantis, foi pensada para uma nova categoria de carros elétricos compactos, com até 4,20 metros de comprimento e fabricação europeia. Segundo a publicação electrive, o Koala deverá medir menos de quatro metros e pesar cerca de uma tonelada, dimensões semelhantes às previstas para o 2CV. A produção dos dois modelos está planejada para a fábrica de Pomigliano d’Arco, na Itália.
A Stellantis ainda não divulgou dados técnicos oficiais. As estimativas apontam para baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 25 a 35 kWh, com autonomia de 200 a 300 km pelo ciclo WLTP. As potências cogitadas vão de 29 a 66 kW, equivalentes a aproximadamente 39 a 90 cv, conforme a versão.
A estratégia é reduzir custos com uma bateria menor e um veículo leve, sem comprometer o uso cotidiano nas cidades. O preço inicial especulado é de € 15 mil (˜R$ 95 mil, antes de impostos e custos de importação).
O que muda para o Brasil?

O que torna esse projeto ainda mais interessante é a sua provável ligação com o Mobi. Segundo apuração do AutoPapo, a Fiat já trabalha em uma nova geração do subcompacto para 2028, conhecida internamente pelo codinome F1X. Só que o modelo deve mudar bastante de figura: a ideia é que ele abandone a proposta de hatch urbano tradicional para encorpar de vez e assumir o porte de um SUV compacto.
Para essa nova fase, o Mobi migrará para a plataforma CMP — a mesma que sustentará o futuro Argo. Além da base, os dois devem compartilhar diversos componentes, inclusive itens mais simples do dia a dia, como chaves, retrovisores e limpadores de para-brisa.
É justamente nesse cenário que o novo elétrico entra em cena. Como a estratégia da Stellantis é alinhar cada vez mais os lançamentos da Europa com os da América Latina para baratear o desenvolvimento, faz todo sentido especular que o F1X e o Koala nasçam da mesma matriz. Vale ressaltar, no entanto, que ainda não há confirmação oficial sobre essa parentesco, nem previsão da Fiat para vender o Koala por aqui.
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