
A BYD acaba de lançar o Atto 2 DM-i flex no mercado brasileiro. O SUV compacto chega como versão híbrida plug-in (PHEV) do elétrico Yuan Pro e traz uma novidade histórica para a fabricante: é o primeiro carro da BYD com motor a combustão flex, aceitando qualquer mistura de gasolina e etanol. O modelo será montado na fábrica de Camaçari, na Bahia.
E vem como o híbrido plug-in mais barato do Brasil: o preço começa em R$ 149.990, superando a antiga marca da própria BYD com o King GL a R$ 169.990.
A tecnologia por trás do Atto 2 DM-i é o sistema DM-i, sigla que identifica a propulsão híbrida plug-in da BYD, já utilizada em modelos como o Song Pro e o King. O modelo contará com um motor para potência elétrica de 72 kW (96,5 cv), e combinada de 177 cv (versão GL) ou 197 cv (versão GS).
O empate é provavelmente pela diferença no peso da bateria: a do GS tem 18,03 kWh, o que dá para 110 km de alcance puramente elétrico, e a GL tem apenas 7,85 kWh, para um alcance de 45 km, talvez o suficiente para percursos urbanos. O carregamento disponível é lento: 6,6 kW AC, o que levaria cerca de 3 horas para o modelo com mais bateria. É um caso de carregar em casa ou no trabalho.
A autonomia combinada é 1.000 km na versão GL e 1045 km na versão GS. É um número vistoso, mas que representa basicamente o quanto o veículo pode andar com combustível, modo no qual você pode abastecer em qualquer posto deste Brasil.
Falando em que, ser flex é a mais importante novidade: quase todos os PHEVs do Brasil são ainda exclusivamente a gasolina e preparados para a gasolina de outros países, não a do Brasil, que está em 30% de etanol. E ainda há o risco de fraudes, e você levar etanol (ou metanol) no lugar de gasolina. Com a versão flex, o prejuízo nesse caso fica só no bolso, não no motor.
Como o primo elétrico

Visualmente, o ATTO 2 DM-i mantém a identidade do Yuan Pro, já conhecido nas ruas brasileiras. As diferenças ficam nos detalhes: pequenos ajustes aerodinâmicos e a presença do escapamento visível, elemento que entrega a motorização a combustão sob o capô.
O SUV mede 4,33 m de comprimento, 1,83 m de largura e 1,67 m de altura, com distância entre eixos de 2,62 m e porta-malas de 455 litros.
Por dentro, o ATTO 2 DM-i mantém o padrão da gama BYD, com (versão GS):
- Painel de instrumentos digital de 8,8 polegadas;
- Central multimídia com tela de 12,8 polegadas conectada à internet;
- Assistente de voz com inteligência artificial;
- Sistema ADAS com 10 funções;
- Carregador sem fio de 50 W;
- Android Auto e Apple CarPlay sem fio;
- Seletor de marchas no volante;
- Câmera traseira de estacionamento;
- Sistema de acesso BYD Digital Key via NFC pelo smartphone;
- Pacote ADAS com 10 funções, inlcuindo frenagem autônoma de emergência e alerta de limite de velocidade;
- Câmeras panorâmicas 360º.
Produção nacional e posicionamento estratégico
O ATTO 2 DM-i será montado na fábrica de Camaçari (BA), ao lado de outros modelos da marca já fabricados no Brasil, como o Song Pro, o Dolphin GS e versões do Song e do Dolphin. A produção nacional é parte da estratégia da BYD para ampliar sua participação no segmento de SUVs compactos, hoje dominado por modelos como o Hyundai Creta, Honda HR-V, Jeep Renegade e Toyota Yaris Cross.
A BYD está disponibilizando, em princípio, o King GL apenas por venda direta e o GS apenas por varejo..
- King GL: R$ 149.990 (só venda direta)
- King GS: R$ 169.990 (preço varejo)
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