
A Dacia planeja lançar o Hipster, um microcarro elétrico urbano de quatro lugares que apareceu primeiro como um conceito. Será no ano que vem, com preço inicial abaixo de £10.000 (~R$ 68 mil). Fazendo referência ao termo associado a uma subcultura alternativa (de 10 anos atrás, é bom ser dito), o veículo será fabricado na China, na fábrica da eGT New Energy Automotive em Shiyan, onde a primeira geração do Spring era produzida. As informações são da Autocar.
O Hipster é considerado um quadriciclo pelas leis europeias, com motor de 20 cv, velocidade máxima cerca de 90 km/h e peso máximo de 450 kg. Esse peso exclui a bateria porque ainda não foi definida a composição química das células e se haverá opções diferentes, mas o mínimo é esperado ficar em 15 kWh.
A Dacia enfrenta desafios relacionados ao peso e ao custo de fabricação. Uma das possibilidades é utilizar painéis plásticos, solução já empregada em modelos como o Citroën Ami, mas a própria marca considera esse material mais caro que o aço. Por isso, os engenheiros chineses também estudam maneiras de reduzir a massa e reaproveitar componentes do Spring anterior.
O design final do Hipster manterá praticamente as dimensões do conceito apresentado em 2025: 3,0 m de comprimento, 1,55 m de largura e 1,53 m de altura. A aparência também continuará próxima do protótipo, mas os para-choques, a grade frontal e a assinatura luminosa foram redesenhados. As janelas dianteiras passaram a ser divididas em duas partes, enquanto a principal mudança está na traseira: o conceito tinha uma tampa do porta-malas dividida em duas partes, mas o modelo de produção terá uma porta traseira com dobradiça lateral.

No conceito, a Dacia destacava quatro lugares e um porta-malas modular de 70 a 500 litros, além da proposta de recarregar o carro em uma tomada doméstica.
Mesmo caso do Ami?
A versão definitiva do Hipster deve ser revelada em 2027 e, segundo a Autocar, depende apenas da aprovação final da alta administração. Para a Renault, produzir o Hipster em Shiyan também ajuda a manter ativa uma fábrica com capacidade anual de 45 mil veículos, aproveitando custos competitivos e a experiência local em microcarros.
As chances de aparecer por aqui não são muito boas. A Dacia não comercializa carros com a sua própria marca no Brasil. Além disso, por ser desenvolvido para a regulamentação europeia de quadriciclos, o Hipster precisaria passar por uma adequação às regras brasileiras. Há anos, a Stellantis tenta trazer o microcarro Citroën Ami para o Brasil, mas ele só tem permissão de circular em espaços privados, porque não tem alguns itens obrigatórios como airbags.
Via Autocar
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