A Otherlab está lançando a Lightfoot, uma scooter elétrica solar de dois lugares que chama atenção pelo design pouco convencional e pela proposta de reduzir a necessidade de recargas na tomada. Menor que a de outras scooters, o veículo foi pensado para trajetos urbanos curtos, ocupando um espaço entre as bicicletas elétricas e os carros – o equivalente, nos EUA, aos veículos autopropelidos por aqui, não exigindo habilitação.
A carroceria abriga dois painéis solares de 120 W cada, totalizando 240 W. Segundo a Otherlab, eles podem acrescentar até 29 km de autonomia por dia em condições favoráveis de insolação. A bateria tem 1.560 Wh e permite rodar até 60 km com uma carga. A recarga convencional leva cerca de quatro horas pelo carregador integrado.
Na prática, porém, a energia solar não deve ser tratada como uma fonte garantida de autonomia. Em um teste realizado pela WIRED, a Lightfoot percorreu cerca de 58 km com uma carga, próximo dos 60 km prometidos. Já a recarga pelos painéis variou bastante: em um dos dias ensolarados, a bateria subiu de 50% para 60% após seis horas estacionada ao sol. A própria publicação ressalta que o resultado depende do local e da exposição direta à luz.
A scooter usa dois motores de cubo de 1000 W, equivalentes a cerca de 1,35 cv cada. A velocidade máxima é 32 km/h. O torque total chega a 160 Nm. Há ainda suspensão nos dois eixos, freios a disco hidráulicos e pneus largos de 14 polegadas. O compartimento interno para cargas tem cerca de 45 litros e pode ser trancado.
A proposta fica mais clara quando se olha para o uso cotidiano. A Lightfoot pesa cerca de 62 kg, leva duas pessoas e foi projetada para circular a até 32 km/h, em vez de buscar desempenho. O preço inicial nos Estados Unidos é de US$ 4.495 (~R$ 22 mil), com as primeiras unidades concentradas na Califórnia.
E o Brasil?
No Brasil, a Lightfoot teria uma aplicação interessante em deslocamentos curtos, especialmente em cidades com boa incidência solar, ainda mais em um momento de crescimento das motos elétricas no país. A máxima de 32 km/h poderia qualificá-lo como um veículo autopropelido – do tipo que não exige habilitação e pode andar na ciclovia. Mas a potência de 2.000 W fica acima das regras nacionais. Fabricantes geralmente limitam a potência por software para poderem qualificar seus veículos pelas regras do Brasil.
Como somos um dos países com mais insolação, não é difícil ver o potencial para um veículo assim. Em trajetos urbanos, pode ser até possível nunca carregá-la (ao menos em períodos sem chuva) .
Via Lightfoot



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