Além das novidades mais impactantes, a BYD também está trazendo seu feijão com arroz ao Salão do Automóvel de Beijing. E uma das partes que mais interessa ao público brasileiro é certamente a atualização do, pelos últimos dois meses, carro mais vendido a pessoas físicas no Brasil: o Dolphin Mini – ou, dependendo do país, Surf, Atto 1, Seagull, ou Hǎi’ōu (“gaivota” em mandarim).
O ano-modelo 2027 (que na China é 2026 mesmo, já que o hábito lá não é adiantar o ano como por aqui) tem várias atualizações discretas e algumas mais vultosas. O que imediatamente salta aos olhos é que ele ganhou agora uma opção vermelha, trazendo um tiquinho de emoção ao que é a decisão realista para a maioria dos motoristas.
Ainda do lado de fora, ele ganha também duplos limpadores de para-brisas (no lugar do limpador único atual), novas rodas (mantendo a configuração 16 polegadas com pneus 175/55 R16), câmeras nos para-choques dianteiros, uma luz azul na traseira e, o mais substancioso: um sistema de LiDAR no teto, bem visível, usando o novo sistema de auxílio de condução God’s Eye B, com direção autônoma nível 2 (ainda exigindo o motorista atrás do volante, mas bem mais do que simplesmente um auxílio de faixa).
Por dentro, o Dolphin ganha a alavanca de direção no volante (uma atualização geral da BYD que confundiu este que vos escreve num teste recente), um volante mais limpo, um sistema de carregamento sem fio para celular de até 50 W, um porta-copos, e botões nas cores do painel (antes eram prateados). O painel de instrumentos segue no formato “celular”.
Mais motor e mais alcance
Provavelmente parte mais interessante de todas: ele conta com uma motorização ligeiramente mais potente de 60 kW / cv (versus 55 kW / 75 cv hoje) e seu alcance máximo vai de 405 km para 505 km no ciclo chinês CLTC. Essa versão mais capaz, que aqui era o GS, tinha 280 km pelo ciclo do Inmetro (PBEV) – proporcionalmente, assim, ele deve alcançar 350 km no ciclo brasileiro.

Na China, o Dolphin Mini acabou destronado pelo Geely EX2 (Xingyuan) no ano passado. Após atingir sua máxima de 34 mil unidades em abril de 2025, ele caiu severamente no começo do ano, e teve uma pequena recuperação em março, chegando a 14.409 unidades, enquanto o EX2 marcou 30.953 (China EV Data Tracker).
O que é interessante nesse número é que, com o Mini vendendo 7.054 unidades em março, o número do Brasil representa quase metade do da China – num mercado com 1/7 do tamanho.
Por aqui, o EX2 tem feito sucesso, sem realmente ameaçar o Dolphin Mini (ainda). Mas todos os estoques importados acabam vendendo rápido e as pessoas têm encontrado filas para a compra.
Via Autohome





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