Dirigimos o BYD Yuan Plus AWD e o Dolphin Special Edition: estas são nossas breves impressões

Os dois últimos lançamentos da BYD têm semelhanças de serem da mesma família, o que é um grande elogio ao modelo mais barato
Atualizado: 14 de abril de 2026 12:04
BYD Yuan Plus AWD e BYD Dolphin Special Edition
BYD Yuan Plus AWD e BYD Dolphin Special Edition | Fábio Marton / evdrops

Na segunda-feira passada, a BYD Brasil apresentou duas novas opções ao consumidor brasileiro: o Yuan Plus AWD e o Dolphin Special Edition. O primeiro é um legítimo monstrinho com 330 kW (449 cv). O segundo é um veículo ainda assim potente (130 kW / 177 cv), que ocupa um espaço intermediário, abaixo do Dolphin Plus, que tem 150 kW (204 cv) e bem acima do Dolphin GS (70 kW / 95 cv), para ficar num fator de comparação.

Durante o evento, tivemos a oportunidade de participar de um test drive, que foi basicamente uma volta de cerca de 7 minutos pelo bairro do Jardim Caravelas (distrito de Santo Amaro), onde fica o BYD Vision Center.

Ainda assim, vale a pena registrar algumas percepções do momento.

Yuan Plus AWD

BYD Yuan Plus AWD
Yuan Plus AWD | Fábio Marton / evdrops

A estrela do dia definitivamente foi o crossover Yuan Plus AWD. Ele vem com uma frente renovada e ligeiramente mais agressiva, com as entradas de ar inferiores tornadas angulosas e mais agressivas. E a maior novidade é, como o nome indica, a tração integral, com dois motores onde havia só um. Com isso, ele também tem mais que o dobro da potência do modelo de 2025.

Por dentro, é um carro sóbrio, sem nada saltando muito à vista. Tem um cockpit central, como é comum em elétricos chineses atualmente, mas não é muito alto, não isola completamente o motorista e passageiro.

O painel de instrumentos não agradou muito: é pequeno e retangular, uma espécie de celular atrás do volante. Isso é compensado pelo head-up display, que mostra constantemente a velocidade e a velocidade máxima da via no para-brisas.

A primeira impressão de andar no Yuan Plus foi não andar: eu me perdi para encontrar a alavanca de marcha, com o cockpit tendo um espaço vazio onde ela costumava ficar. Agora fica no volante, à moda das caminhonetes americanas. É um controle físico, o que sempre agrada, mas não parecem ser muitos deles no modelo, que delega bastante à central de mídia.

Em geral é um carro muito sólido no chão, não em pequena parte por conta de suas duas toneladas num corpo compacto. Corpo que é um fator “cachinhos dourados”: não muito grande e nem muito pequeno. A suspensão é extremamente suave – simplesmente nem lembrei que existia e era um fator a avaliar, o que é um elogio.

Sobre a parte que mais salta à vista, é até difícil falar de um carro com essa potência numa volta por ruas residenciais. A potência acaba sendo uma percepção informada: você sabe que está lá, mas não há como testar.

Ou talvez até tenha testado: por várias vezes eu ouvi um sinal de alerta, que achava ser de proximidade, mas era sobre a máxima de 30 km/h na área residencial. Só ficou claro quando comecei a olhar mais o head-up display, que mostrava uma placa com essa velocidade.

Fora isso, um passeio muito agradável numa tarde com pouco trânsito de segunda. Na chegada, deu para fazer uso da câmera 360 graus, o que muito me agrada (só entre nós: sou ruim de baliza).

BYD Dolphin Special Edition

BYD Dolphin Special Edition
Dolphin Special Edition | Fábio Marton / evdrops

Uma coisa que foi falada pela BYD e não dá para desver depois de vista: o volante do BYD Dolphin foi criado inspirado num rabo de golfinho e suas maçanetas são as nadadeiras.

A frente do Special Edition tem uma ligeira atualização, com os faróis mais largos e um aro em led. Essa mudança em breve será adotada em todos os modelos da linha Dolphin.

Uma coisa curiosa é a cor do modelo exibido, chamada “branco cheese”. Certamente mais interessante que somente branco. Lembra mais um computador da virada do milênio que um queijo.

O interior é bem parecido com o do Yuan Plus, com um cockpit e as marchas no volante, e o mesmo “celular” como painel de instrumento, sem o head-up display. Em compensação, possui um sistema de câmera 360 muito parecido em sua interface.

Na rua, ele naturalmente não se comporta igual ao Yuan Plus, pois pesa bem menos, cerca 1,400 kg, e tem menos de metade da potência. Mas é um carro, digamos, confiante, ignorando completamente uma rampa no percurso escolhido. E com uma suspensão que também não chamou a atenção de forma desagradável.

Dá para dizer que se percebe o parentesco com o Yuan Plus em múltiplas semelhanças internas – o que é um elogio ao Dolphin, não um demérito do Yuan. A diferença no preço (R$ 110 mil) se sente mais por seu visual exterior, bem mais pacato, bem mais civil. E, claro, a potência.

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