
Contrariando as expectativas de um reajuste para cima, a Geely acaba de anunciar o novo ano-modelo do EX2 na China, e ele sairá mais barato do que no ano passado. O ano-modelo 2027 (que na China é 2026, pois eles não adiantam o ano) vai ficar entre CN¥ 61.800 e CN¥ 91.800 (~R$ 46 mil a ~R$ 69 mil). No último ano, ele havia sido lançado por entre CN¥ 65.800 e CN¥ 95.800, uma diferença de 4 mil yuans (R$ 3 mil), e já reduzindo o preço original de 2024, que começava em CN¥ 69.800, também em 4 mil yuans.
Ainda que o desconto siga a tendência histórica da Geely, a notícia surpreende porque há onda de reajustes nos preços dos carros elétricos na China. Ela foi causada pela maior demanda de chips e memória para datacenters de inteligência artificial, que encareceu o custo médio de fabricação dos carros em cerca de CN¥ 7.000 (~R$ 5.200). E também por conta do bloqueio do Estreito de Ormuz, que encareceu a borracha sintética feita a partir do petróleo do Oriente Médio, e também o alumínio que é exportado da região, levando a mais CN¥ 1.800 (R$ 1.350) de custos extras. Em média, o valor de veículos de passageiros na China hoje está CN¥ 15.000 (~R$ 11 mil) mais caro que no ano anterior.
O que vem de novo no Geely EX2 2027?

O que é interessante é que isso vem com uma atualização para melhor: as novas baterias agora possuem mais capacidade, o que se traduz em cerca de 50 km a mais – no ciclo chinês CLTC, que deve ficar por volta de uns 30 km a mais no ciclo do Inmetro. Isso fará com que o modelo cruze a barreira psicológica dos 300 km de autonomia – atualmente, o modelo tem 289 km medidos no Brasil. A atualização faz com que o Geely EX2 deixe de ser considerado um carro estritamente urbano.
Por fora, o EX2 segue basicamente inalterado, mas há duas novas opções de interior, em branco e cinza, o seletor de marcha foi para uma alavanca no volante e (a julgar pelas fotos), não há mais a decoração com prédios numa cidade.
O carro ganhou uma câmera no parachoque dianteiro, para melhorar seu sistema de assistência Haohan H3, que permite o estacionamento automático e um “sentry mode” que detecta atividades suspeitas. Continua a usar um sistema proprietário da Geely – aqui no Brasil, os primeiros modelos não eram compatíveis com Android Auto, mas essa compatibilidade foi integrada em uma atualização.
A ausência de aumento de preços na China não significa necessariamente uma diminuição no Brasil, onde o EX2 é o segundo elétrico mais vendido: o imposto de importação para carros chineses vai ficar em 35% a partir de julho, subindo 10 pontos percentuais. É de se esperar que isso represente um reajuste em todos os modelos, porque também se aplica aos kits de montagem CKD, como os usados pela BYD, e não apenas importados como o Geely EX2. Mas o reajuste para baixo na China ajuda a segurar o preço perto dos valores atuais.
Via CarNewsChina
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