
A BYD registrou especificações no Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) da China para uma nova versão do Hǎi’ōu (海鸥, “gaivota” em mandarim) – por aqui chamado de Dolphin Mini, mas também conhecido por Atto 1 ou Surf. A nova versão é um modelo crescido, mudando as atuais dimensões de 3,78 x 1,715 x 1,54 m (comprimento, largura e altura) para 4,205 x 1,81 x 1,57 m. O entre-eixos foi de 2,50 m para 2,65 m.
O Dolphin Mini já tinha versões “esticadas” vendidas na Europa e Austrália, com 3,99 m de comprimento. Ainda assim, é uma bela crescida em relação a essa também. São dimensões bem próximas às do Dolphin (4,29 x 1,77 x 1,57 m), ou até maiores se comparadas a versões mais antigas. E, crucialmente, são ligeiramente maiores que as do Geely EX2 (4,13 x 1,80 x 1,58 m).
Na imagem abaixo, é possível comparar a versão nova à atual. A nova parece ter ganhado espaço principalmente na traseira, resolvendo um problema crítico do minúsculo porta-malas na versão atual. Os faróis e os para-choques também parecem modificados.

Outra coisa que deve crescer no carro é a potência: o novo motor de ímã permanente deve entregar 95 kW (127 cv) de potência, o que eleva a velocidade máxima de 130 km/h para 150 km/h. Novamente, são números para competir com o EX2, que tem 85 kW (116 cv).
Essa potência deve ser sentida, porque o peso é quase igual: o mínimo registrado é 1.180 kg, o que é menos que o Dolphin Mini GS atual – 1.240 kg. O peso máximo carregado é 1.630 kg (o atual é 1.575 kg). O registro ainda inclui múltiplas opções para rodas, para-choques e saia lateral.
Não há informações sobre a capacidade de bateria, mas é possível que haja ao menos uma versão com a próxima geração da bateria Blade, permitindo o carregamento ultrarrápido.
A urgência da atualização
A última atualização do Dolphin Mini, que ainda não chegou ao Brasil, incluiu um pouco mais de potência, novas rodas e um novo interior com a alavanca de marchas no volante, provavelmente para atender à nova regulamentação chinesa exigindo controles físicos. Conta também, na versão mais avançadas, com LiDAR e o novo sistema autônomo God’s Eye B, um caso ainda único entre compactos de entrada. E uma nova cor laranja avermelhadas.
Mas isso não parece ter sido o suficiente. O Mini já foi, como ainda é no Brasil, o modelo mais vendido na China. Mas acabou destronado em maio do ano passado pelo Geely EX2, que oferece mais espaço e potência por um preço apenas ligeiramente maior.
Na China, o EX2 emplacou 33.359 unidades em junho, enquanto o Dolphin Mini fez apenas 9.825. Aqui no Brasil, ainda que o modelo da BYD mantenha a coroa de elétrico mais vendido (e carro no varejo mais vendido) por enquanto, suas vendas baixaram nos últimos meses, enquanto as do EX2 subiram – e ele nem foi nacionalizado ainda, o que deve acontecer antes do fim do ano.
Ao aumentar o tamanho e a potência do Dolphin Mini (presumidamente sem aumentar muito o preço), a BYD está combatendo justamente as vantagens competitivas de seu maior concorrente.
Fica a dúvida final: com esse tamanho novo, ele vai continuar a ser chamado de “Mini” no Brasil?
Via CarNewsChina
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