
O lançamento é inicialmente na Índia, mas a versão a combustão já é vendida no Brasil: a scooter Yamaha Aerox acaba de ganhar a sua versão Aerox-E, puramente elétrica (BEV).
O novo modelo tem um motor de 9,4 kW e é capaz de ir até 95 km/h – o que definitivamente o qualifica como moto, exigindo placa, no Brasil. As baterias são um par de 1,5 kWh, o que permite, segundo a Yamaha, até 117 km (jornalistas indianos, porém, estão relatando que conseguiram apenas 80 km no modo economia).
Elas podem ser removidas manualmente e, para carregá-las, é preciso 3 horas e 10 minutos, num carregador próprio fornecido pela marca. Como elas são removíveis, nada impede que o dono tenha várias delas para usar enquanto carrega as outras.
A Aerox-E ainda possui controle de tração, quatro modos de direção – o já citado Eco, e também Standard e Power, com um botão Boost para energia extra em ultrapassagem, um painel TFT colorido, conectividade com smartphone, iluminação de LED e pneus mais largos na roda traseira.
O preço pedido é de ₹2,81,600 (2,81 lakhs, cada um sendo 100 mil rúpias indianas, equivalentes a cerca de R$ 15 mil). Se soa uma pechincha no Brasil, esse é um preço considerado premium na Índia, bem mais caro que as opções nacionais.
Com cerca de 221 milhões de motos registradas, que às vezes são flagradas levando famílias inteiras, a Índia é o mercado mais competitivo do mundo. Muitas vezes, o país serviu de base de lançamento para produtos que acabaram em outros mercados do Sul Global, inclusive o Brasil.
Com o mercado de motos elétricas subindo 47% no primeiro trimestre deste ano, tudo indica que podemos estar prestes a ver um boom similar ao que está acontecendo com carros elétricos em veículos de duas rodas.
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