
O mercado brasileiro de motocicletas elétricas segue acelerando e começa a entrar em uma nova fase. Se até poucos anos atrás o segmento era formado principalmente por scooters urbanas e modelos destinados a entregas, agora os fabricantes ampliam seus investimentos em motocicletas com maior desempenho, design esportivo e tecnologias embarcadas para conquistar um público mais diversificado.
Dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) mostram que os emplacamentos de veículos elétricos de duas rodas cresceram 47,26% no primeiro trimestre de 2026, passando de 3.453 unidades no mesmo período de 2025 para 5.085 unidades neste ano. No mesmo intervalo, o mercado brasileiro de motocicletas registrou alta de 20,61%, com os emplacamentos avançando de 473.918 para 571.610 unidades.
Embora as motos elétricas ainda representem menos de 1% das vendas totais de motocicletas no país (em contraste com os carros, que beiram já os 10%), o ritmo de crescimento demonstra um mercado que está desabrochando, impulsionado pela redução dos custos de operação, avanços tecnológicos e ampliação da oferta de produtos.
Fabricantes em solo nacional
Entre as empresas que apostam na expansão do segmento, a maior é a Yadea. Fundada em 1997, na cidade de Wuxi, na China, a empresa se denomina como a maior fabricante mundial de veículos elétricos de duas rodas – isto é, incluindo scooters; em apenas motos, ela fica em quinto lugar.
A marca está presente em mais de 100 países e decidiu produzir localmente no Brasil, instalando sua própria fábrica no Polo Industrial de Manaus. Além da produção nacional, a empresa vem ampliando sua rede de concessionárias e planeja abrir lojas exclusivas nas principais cidades brasileiras nos próximos dois anos.
O crescimento das motos elétricas também tem atraído outros fabricantes para o Brasil. Consumidores encontram modelos comercializados por empresas como a Voltz Motors, a Vmoto, responsável pelas motos Super Soco, a Shineray, que já oferece modelos eletrificados em seu portfólio, e a Watts Mobilidade Elétrica.
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