
Saiu o relatório mensal da Fenabrave com dados de emplacamentos de junho de 2026. Os números indicam um ligeiro crescimento nos elétricos puros (BEV), com crescimento mais significativo de híbridos plug-in (PHEV). Como eles cresceram num mês de queda geral, ambos viram sua fatia de mercado subir.
Na conta geral do setor de autos, foi registrada em junho uma queda de 0,64% em relação a maio, e um aumento anual de 33,82%.
Os carros elétricos puros atingiram um recorde de 21.018 unidades. Isso resulta num ligeiro aumento de 0,69% em relação ao mês passado, mas um grande salto no anual, no qual a diferença é de 258,67%. Os híbridos (a Fenabrave inclui híbridos leves na conta) tiveram um aumento de 7,36%, puxando o total de eletrificados para um crescimento de 4,65% na comparação com maio, e 153,7% na anual.

Com esses números, hoje temos 9,87% de elétricos entre os emplacamentos de junho, e 25,16% de eletrificados. Não foi agora que os elétricos cruzaram a barreira simbólica de 10%, mas já é justo dizer que um em cada dez carros emplacados no Brasil é elétrico. E um em cada quatro é eletrificado.
Um segmento geralmente quase insignificante em eletrificação no qual aconteceu um aumento notável foi o de comerciais leves. Esse registrou um imenso aumento anual de 382,72%.
Mas a notícia não é tão espetacular já que uma grande parte foi de híbridos leves, com a Fiat dominando 63% do mercado por conta do lançamento da Toro MHEV, que também é o segundo comercial leve mais vendido do Brasil.

O grande salto para frente dos elétricos
Ainda que a fatia de mercado dos elétricos tenha ficado quase estável, o fenômeno de sua aceleração, medido em aumentos de mais de 200% na comparação anual, aparentemente veio para ficar.
Há claramente uma grande curva de aceleração, com alguns recuos, que começou em setembro do ano passado. Abaixo, o índice de crescimento anual dos elétricos, medido mês a mês, pelos dados da Fenabrave.
E a fatia de mercado de cada tipo de motorização eletrificada. É possível ver que elétricos mais que dobraram proporcionalmente desde setembro, e tiveram um crescimento discreto, formando um platô, desde abril, enquanto híbridos plug-in avançaram (provavelmente incentivados por seus primeiros modelos flex).
Desempenho de marcas
A BYD segue como a força dominante do setor, superando agora as outras também em híbridos. A marca é responsável por 60,1% dos emplacamentos dos elétricos puros, e 25,63% dos híbridos.
Como notamos ontem com o relatório da Bright, o Dolphin Mini teve uma queda considerável nas vendas, indo de 7.577 emplacamentos em maio para 6.457 em junho (-15%). Com isso, o modelo mais vendido da BYD passou a ser o híbrido plug-in Song (Plus ou Pro), com 6.632 unidades. O Dolphin teve um aumento. Agora, pela primeira vez, três eletrificados (dois deles elétricos) aparecem na lista dos 10 modelos mais vendidos no Brasil.
| Posição | Modelo | Emplac. |
| 1º | VW / T CROSS | 11.753 |
| 2º | VW / POLO | 10.939 |
| 3º | FIAT / ARGO | 9.831 |
| 4º | VW / TERA | 9.289 |
| 5º | GM / ONIX | 7.972 |
| 6º | HYUNDAI / HB20 | 6.914 |
| 7º | BYD / SONG | 6.632 |
| 8º | BYD / DOLPHIN MINI | 6.457 |
| 9º | HYUNDAI / CRETA | 5.533 |
| 10º | BYD / DOLPHIN | 5.512 |
Fora dos 10 mais está o modelo absorvendo o mercado do Dolphin Mini, o Geely EX2 (4.383). Pouco tempo atrás, noticiamos que ele estava vendendo metade do primeiro lugar. Agora, supera dois terços.
Apesar das más notícias com o carro-chefe dos elétricos, a BYD segue como a campeã das vendas no varejo entre as montadoras, responsável por 14,29% dos novos automóveis, enquanto a Volkswagen marcou 14,05%. Nas vendas diretas, ela aparece em sétimo lugar, com 5,15% e, no ranking geral, em quarto lugar, com 9,08%.
Nosso take
A grande novidade do mês é a chegada dos híbridos plug-in flex. É possível que a estacionada dos elétricos no crescimento mensal tenha sido causada por ela. É certamente uma motorização altamente atraente para o Brasil.
Ao comprador em potencial, só é importante lembrar que um híbrido plug-in, mesmo sendo uma opção muito prática, perde algumas vantagens econômicas que fazem as pessoas optarem por um elétrico puro. Fica a dica de não comprar um híbrido só por timidez, só por medo de dar um passo maior. Veja aqui nosso guia completo.




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