SUV GWM Haval H6 híbrido flex azul escuro estacionado em área verde, com ponte em arco ao fundo e árvores ao redor
Disponível em cinco versões e com preços a partir de R$ 199,9 mil, o Haval H6 2027 já está à venda | Foto: GWM/Divulgação

A GWM deu um passo importante na eletrificação nacional ao lançar a linha Haval H6 2027 equipada com tecnologia flex. Produzido em Iracemápolis (SP), o SUV se torna o primeiro híbrido plug-in flex fabricado no Brasil, capaz de operar com gasolina ou etanol em todas as versões. Disponível em cinco versões e com preços a partir de R$ 199,9 mil, o Haval H6 2027 já está à venda no site da marca, nas concessionárias e no Mercado Livre. As primeiras entregas devem ocorrer em até 30 dias após a compra.

O lançamento do SUV aconteceu no mesmo dia em que a BYD lançava seu SUV compacto, o Atto 2 DM-i, como o híbrido plug-in mais barato do País, com preços a partir de R$ 149.990.

Cinco versões e preços a partir de R$ 199,9 mil

A linha Haval H6 2027 é composta pelas versões:

  • HEV ONE – R$ 199.900
  • HEV2 – R$ 225.000
  • PHEV19 – R$ 250.000
  • PHEV35 – R$ 290.000
  • GT – R$ 326.000

Todas receberam um motor 1.5 turbo flex desenvolvido para operar com gasolina ou etanol, além de novas transmissões híbridas DHT.

As versões HEV ONE e HEV2 utilizam sistema híbrido convencional sem recarga externa, entregando 248 cv de potência e 535 Nm de torque. O PHEV19 combina motor a combustão e elétrico para gerar 326 cv e 535 Nm, enquanto as versões PHEV35 e GT contam com dois motores elétricos, tração integral e potência combinada de 393 cv, além de 642 Nm de torque.

Vista traseira em ângulo três quartos do GWM Haval H6 GT 2027 na cor azul escuro, com lanternas LED em faixa horizontal e spoiler no teto
O Haval H6 PHEV35 se destaca pela bateria de 35 kWh, autonomia elétrica de aproximadamente 119 km pelo Inmetro | Foto: GWM/Divulgação

Tecnologia desenvolvida para o etanol brasileiro

Segundo a montadora, a tecnologia flex foi desenvolvida especificamente para o mercado nacional após mais de 400 mil quilômetros de testes. O motor recebeu novos bicos injetores, bombas de combustível, componentes internos compatíveis com etanol e um sensor capaz de identificar automaticamente qualquer proporção da mistura entre gasolina e etanol, ajustando o funcionamento em tempo real.

Outro destaque é a nova transmissão híbrida DHT. As versões HEV e PHEV19 passam a utilizar uma caixa de duas marchas, enquanto PHEV35 e GT receberam uma inédita transmissão de quatro marchas, a mesma utilizada no SUV premium Wey 07.

Mais conectividade e recursos de assistência

A linha 2027 também incorpora a plataforma digital Coffee OS 3, com central multimídia Full HD de 14,6 polegadas, painel digital de 10,25 polegadas, Apple CarPlay e Android Auto sem fio, atualizações remotas (OTA) e integração com o aplicativo My GWM.

Entre os equipamentos disponíveis estão carregador por indução de 50 W, câmera 540°, head-up display, reconhecimento facial, comandos de voz inteligentes, bancos ventilados, teto panorâmico, abertura elétrica do porta-malas e pacote ADAS nível 2+, com diversos recursos de assistência à condução.

Interior do GWM Haval H6 híbrido flex 2027 visto da posição do motorista, com painel minimalista em tons claros, volante com logo Haval, painel digital de instrumentos e grande tela central de infoentretenimento
No interior, plataforma digital Coffee OS 3, com central multimídia Full HD de 14,6 polegadas, painel digital de 10,25 polegadas | Foto: GWM/Divulgação

Autonomia elétrica cresce na linha 2027

A autonomia elétrica também foi ampliada. O Haval H6 PHEV19 passa a oferecer até 77 km no padrão Inmetro, enquanto as versões PHEV35 e GT chegam a 126 km no mesmo ciclo de medição. Os modelos ainda registram ganhos de eficiência energética e aceleração em relação à geração anterior.

A adoção da tecnologia flex na linha Haval H6 2027 tornou o modelo uma opção ainda mais atraente no mercado brasileiro, pois diversos estados oferecem benefícios para esse segmento, como é o caso de São Paulo, onde híbridos flex de até R$ 261.154,45 recebem isenção de IPVA em 2026.

Comparativo: autonomia, recarga e equipamentos

Embora não sejam concorrentes diretos, os dois SUVs híbridos plug-in flex mostram estratégias diferentes para conquistar o consumidor brasileiro: o Haval H6 aposta em desempenho e autonomia, enquanto o BYD Atto 2 foca na acessibilidade e eficiência.

O Haval H6 PHEV35 se destaca pela bateria de 35 kWh, autonomia elétrica de aproximadamente 119 km pelo Inmetro e recarga rápida em corrente contínua (DC) de até 33 kW, permitindo recuperar grande parte da carga em cerca de 30 minutos. 

Já o Atto 2 GS, topo de linha, utiliza bateria de 18,03 kWh, autonomia de até 110 km pelo ciclo NEDC e carregamento AC de 6,6 kW, sem suporte para recarga rápida DC.

O H6 PHEV19 conta com bateria de 19 kWh, autonomia de 73 km e carregador AC de 6,6 kW. Já o Atto 2 GL, de entrada, oferece bateria de 7,85 kWh, autonomia de 45 km e carregador AC de 3,3 kW. 

Considerando a potência dos carregadores embarcados, o tempo estimado para recarga completa fica em cerca de 2,4 horas, no H6 PHEV19, aproximadamente 5 horas, no H6 PHEV35, cerca de 2,7 horas no Atto 2 GS e 2,4 horas no Atto 2 GL, segundo dados das fabricantes.

Por outro lado, as duas versões do Atto 2 contam com a função V2L, ausente na linha Haval H6. Assim, enquanto o SUV da GWM leva vantagem em autonomia, desempenho, tamanho e recarga rápida para viagens, o modelo da BYD aposta em menor preço e maior versatilidade para o uso urbano e doméstico.

Disputa aquece mercado de híbridos plug-in

Com a chegada da linha Haval H6 Flex e do novo Atto 2 DM-i, o segmento de híbridos plug-in ganha novos atrativos para o consumidor brasileiro. De um lado, a GWM investe em potência, autonomia e tecnologia desenvolvida para o etanol.

Do outro, a BYD aposta na democratização da eletrificação com preços mais competitivos e recursos voltados ao uso cotidiano. O resultado é uma concorrência cada vez mais acirrada em um dos mercados que mais crescem no setor automotivo nacional.

Via: GWM