
A Nio lançará em 23 de outubro uma bateria de 60 kWh para o Firefly, sua marca de veículos elétricos compactos. Oferecendo aos clientes novos e antigos uma opção de maior capacidade em relação ao pacote atual de 42,1 kWh, o sistema é revolucionário por oferecer aos motoristas a possibilidade de trocar a bateria dos seus carros.
A empresa também confirmou que proprietários dos modelos já vendidos poderão fazer o upgrade, embora os custos e as condições ainda não tenham sido divulgados. A nova bateria, fornecida pela CATL, deverá usar química de lítio ternário, em vez da tecnologia LFP do conjunto atual. A potência do motor traseiro permanece em 122 kW (164 cv), com torque de 205 Nm.
Trocar a bateria muda a experiência que conhecemos com elétricos
O mais interessante é que um efeito colateral de outra decisão, que talvez não se mostre acertada: criar um sistema de troca de baterias, que supostamente substituiria o carregamento por fios. O carro da Nio pode trocar as baterias inteiras numa estação da marca, onde o conjunto descarregado é substituído por outro carregado em cerca de três minutos. A solução também permite que a infraestrutura verifique a condição da bateria durante a troca.
Isso é revolucionário porque a proposta muda completamente a relação entre o veículo elétrico e sua bateria. Elas acabam não sendo propriedade do veículo, mas mais como garrafas retornáveis, como os galões de água mineral. Com isso, sempre estão em boas condições, não importa o tempo desde que o carro foi comprado – em 10 anos, o motorista pode continuar a ter uma bateria com 100% de estado de saúde. E com uma tecnologia mais avançada.
E, o mais interessante, as estações de troca são completamente opcionais. Carros da Nio podem perfeitamente fazer carregamento rápido em corrente contínua (DC), a até 100 kW, preenchendo de 10% a 80% em 28 minutos (com a bateria menor atual). E também podem carregar em corrente alternada (AC) em wallboxes caseiros, a até 11 kW.
Assim, mesmo se a aposta nas estações esteja errada, e a maioria dos motoristas prefira continuar carregando em casa ou eletropostos, ainda assim há uma revolução na facilidade de trocá-las sem custo.
A integração do Firefly à rede de troca de baterias começou em agosto, com a abertura das estações de quinta geração da Nio, compatíveis com as três marcas do grupo: Nio, Onvo e Firefly. A expansão dessa infraestrutura será fundamental para tornar o sistema uma alternativa viável ao carregamento convencional.
No Brasil, a chegada da marca Firefly, ao que tudo indica, é questão de tempo. Isso abre a possibilidade de vermos a tecnologia de troca de baterias por aqui, embora ainda não haja confirmação de que as estações serão instaladas no mercado brasileiro.
Via CnevPost/CarNewsChina
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