
A gigante chinesa do setor de tecnologia Xiaomi, que figura entre as três maiores do mundo em vendas e crescimento no mercado de smartphones, atrás apenas de Samsung e Apple, segundo relatório divulgado pela consultoria IDC, decidiu expandir sua atuação para outros segmentos, investindo em veículos elétricos. Seu primeiro modelo foi o sedã cupê SU7.
A marca segue chamando a atenção no setor automotivo. Prova disso é que a versão 2026 do SU7 vendeu 15 mil unidades em apenas 34 minutos, em março deste ano. No entanto, apesar dos números expressivos, a Xiaomi registrou prejuízo de US$ 5.600 por veículo no primeiro trimestre de 2026.
Os dados foram revelados em um relatório divulgado pela Xiaomi, que detalha os resultados financeiros do Grupo no primeiro trimestre de 2026. De acordo com o levantamento, a divisão de veículos elétricos inteligentes e inovação em IA da companhia gerou receita de 19,9 bilhões de yuans, cerca de US$ 2,9 bilhões. Apesar disso, o resultado foi impactado por um prejuízo operacional de 3,1 bilhões de yuans, aproximadamente US$ 457 milhões.
Prejuízo cresce mesmo com avanço nas vendas
Diante desses números, surgem resultados preocupantes para a Xiaomi. Enquanto no primeiro trimestre de 2025 a marca teve prejuízo de cerca de US$ 900 por veículo, neste ano a perda saltou para aproximadamente US$ 5.600 por unidade vendida, considerando os 80.856 veículos comercializados no período. Ou seja, a divisão automotiva da empresa ainda opera no vermelho, mesmo diante do crescimento nas vendas.
Ainda assim, é inegável que a gigante chinesa mantém trajetória de expansão. Em outubro de 2025, a Xiaomi alcançou o terceiro lugar no ranking geral de fabricantes de veículos NEV na China. Por outro lado, a divisão automotiva também registrou queda na margem bruta, que recuou de 23,2% para 20,1%. Em relatório divulgado pela própria empresa, o resultado foi atribuído ao aumento no custo de componentes, aos incentivos fiscais e à menor participação dos modelos de maior rentabilidade no mix de vendas.
Expansão segue acelerada
Mesmo operando no vermelho, a Xiaomi não desacelerou sua expansão no mercado automotivo chinês em 2026. O sedã SU7 segue entre os elétricos mais vendidos do país, mesmo após a descontinuação da primeira geração. Já o SUV YU7, lançado em 2025, soma mais de 232 mil unidades entregues em apenas dez meses de mercado. Em abril deste ano, a marca registrou 36.702 veículos emplacados, alta de 28,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Até o fim de março deste ano, a Xiaomi também ampliou sua rede de concessionárias, que alcançou 490 pontos de venda em 143 cidades chinesas. E os planos da gigante chinesa da tecnologia não param por aí. A empresa segue avançando com seu projeto de internacionalização e já confirmou a Europa como próximo destino da marca, com início previsto para 2027.
Via: Xiaomi
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