GWM Tank 300 Flex
Tank 300 Flex | GWM / Reprodução

Cumprindo uma promessa feita (não apenas por ela) ao público brasileiro, a GWM usou o Salão de Beijing para apresentar a versão híbrida plug-in (PHEV) de seu Tank 300. Se híbridos convencionais flex já existem, um híbrido plug-in – capaz de ser carregado na tomada e tecnicamente não exigindo combustíveis se o dono não quiser – flex é o primeiro disponível ao público no mundo.

Como o Brasil é o único país do mundo a tornar o etanol uma opção universal nos postos – a China tem um programa piloto com o metanol, mas muito menor – a notícia é para o Brasil mesmo. O carro já começou a ser vendido por aqui no último sábado, por R$ 342 mil, e foi apresentado também no 31ª Agrishow de Ribeirão Preto (SP).

Lançado na versão inicialmente a gasolina ano passado, o Tank 300 é um “jipe”, um SUV off-road de tração integral médio. Mede 4.760 mm de comprimento por 1.930 mm de largura e 1.903 mm de altura, 2.705 mm de entre-eixos, e pesa 2.360 kg. Pode se mover por até 70 cm de água. Possui um sistema de condução com nove modos, assistente de manobra em curva fechada e um controle de cruzeiro off-road, com autonomia nível 2 (exigindo um motorista com as mãos ao volante).

O Tank 300 PHEV tem um motor 2.0 turbo com um câmbio de 9 marchas, com 395 cv de potência total e 705 Nm de torque – a potência puramente elétrica, com motor dianteiro, é 130 kW (177 cv). Com o motor a combustão ligado, ele pode fazer de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos. Os números são os mesmos que a versão a gasolina vendida anteriormente e o consumo fica em 18,3 km/l na cidade e 18,8 km/l na estrada, usando gasolina ou, respectivamente, 13,1 km/l e 14,1 km/l com etanol.

A bateria de 31,7 kWh oferece um alcance elétrico básico para a cidade de 74 km (Inmetro), podendo fazer uma recarga de até 50 kW, de 30% a 80% em 24 minutos.

O desenvolvimento da tecnologia foi um trabalho em conjunto entre a Bosch do Brasil e a GWM Brasil, com a colaboração da matriz da montadora na China. “O lançamento do Tank 300 Flex é mais uma demonstração da incrível capacidade da GWM de se adaptar às demandas dos consumidores brasileiros”, afirma Diego Fernandes, COO da GWM Brasil. “É um orgulho para a marca saber que essa tecnologia brasileira se tornou uma inovação global, que foi celebrada pela nossa matriz na abertura do maior salão do automóvel do mundo.”

Nosso take

Ainda que híbridos frequentemente acabem ficando aquém de suas capacidades em reduzir emissões por conta do uso prático que os motoristas fazem deles (queimando combustível no lugar de usar o modo elétrico), definitivamente é uma localização necessária e bem-vinda que as versões brasileiras permitam usar o etanol.

Até porque as alterações que o governo faz na composição da gasolina ou, muito pior, as possíveis adulterações ilegais por donos de postos, tornam a gasolina pura um inconveniente (ou até risco) no Brasil – e um compreensível impedimento para a adoção de eletrificados que só aceitem gasolina.

Via GWM Brasil