Robô humanoide com rosto branco e olhos azuis iluminados
BYD planeja introduzir robôs humanoides em seus showrooms em até dois anos | Foto: Pexels

A disputa entre as gigantes dos veículos elétricos está prestes a ganhar um novo capítulo em showrooms ao redor do mundo. Em recente entrevista, a montadora chinesa BYD confirmou que está desenvolvendo seu próprio robô humanoide para concorrer com o robô Optimus, da Tesla, e planeja introduzir as primeiras unidades em sua rede de concessionárias em um prazo de um a dois anos. Quem fez o anúncio foi Stella Li, vice-presidente executiva e principal face pública da BYD.

Vendedor do futuro (ou presente?)

A estratégia da BYD visa transformar a experiência do consumidor no momento da compra. De acordo com a executiva, a meta é ambiciosa. A marca pretende levar dois ou três robôs para cada loja. As máquinas serão responsáveis por explicar aos compradores sobre o modelo, suas tecnologias, mas também podem se divertir com eles, segundo a vice-presidente executiva.

Apesar da inovação tecnológica, Li fez questão de ressaltar que as máquinas não devem roubar o emprego dos funcionários humanos. O papel dos robôs será o de suporte, uma vez que a empresa ainda valoriza a “conexão emocional” que apenas uma pessoa real consegue estabelecer com o comprador. A meta é melhorar nosso serviço ao consumidor. 

Corrida bilionária

A movimentação coloca a BYD em rota de colisão direta, mais uma vez, com a sua principal rival global, a Tesla. A montadora de Elon Musk já tem planos avançados para iniciar a produção de seu próprio robô, o Optimus, e projeta que os assistentes robóticos possam se tornar o produto mais lucrativo da história da companhia.

O otimismo não é por acaso. Dados do Morgan Stanley apontam que o mercado global de robôs humanoides deve saltar de US$ 3 bilhões em 2025 para US$ 28 bilhões até 2030.

Atualmente, o setor já é amplamente dominado por empresas chinesas (como Unitree e UBTech), que responderam por mais de 80% das remessas globais de robôs humanoides no último ano, segundo a consultoria Omdia. Outras marcas do país, como a Omoda, também já flertam com a ideia, tendo apresentado protótipos focados no atendimento de recepção e serviços administrativos em feiras automotivas.

Desafios para o segmento

Embora a tecnologia para showrooms esteja próxima, Stella Li ponderou que a chegada dos robôs para o setor doméstico ainda depende de avanços cruciais, como sistemas de consumo de energia mais eficientes e “cérebros” de Inteligência Artificial mais evoluídos para lidar com a imprevisibilidade do ambiente doméstico.

A BYD pretende desenvolver seus humanoides de forma interna (in-house), mas não descarta adquirir tecnologia de concorrentes se houver necessidade de acelerar o processo.

Via: Am-online.com