BYD Song Pro DM-i 2027
Song Pro DM-i 2027 | Fábio Marton / evdrfops

A BYD atualizou o ano-modelo do Song Pro DM-i, seu SUV compacto híbrido plug-in (PHEV), trazendo várias melhorias, incluindo uma de particular interesse para o público brasileiro: ele agora é flex. E, como todo carro flex, aceita etanol ou gasolina em qualquer proporção.

Para deixar bem claro a mensagem por trás disso, a BYD realizou um evento no Museu da Cana, em Sertãozinho, no interior de São Paulo, para o relançamento, ao qual atendemos. Fica em meio a amplos canaviais e e só se chega lá por estradas de terra.

BYD Song Pro 3 traseira
O Song Pro 2027 no Museu da Cana | Fábio Marton / evdrops

Na ocasião, o vice-presidente da BYD Brasil, Alexandre Baldy, lembrou de sua atuação como líder da Frente Parlamentar do Setor Sucroenergético, durante seu mandato como deputado federal por Goiás (2015-2019).

Atualizações

Como é o padrão da BYD, l Song Pro DM-i é oferecido nas versões GL e GS, em ordem de preço e recursos.

De um ano para o outro, o Song Pro ganhou uma nova frente, que a BYD chama de estilo Dragon Face, perdendo a grande grade ao estilo combustão interna que tinha até o ano passado – uma herança de ter começado com uma versão a combustão interna, que nunca chegou ao Brasil. Agora entra uma frente mais discreta, novo para-choques e novo conjunto óptico. Também há um novo desenho da coluna C, e novas rodas de 18″.

Painel do BYD Song Pro 2027
Painel | Fábio Marton / evdrops

O interior também foi renovado, ganhando a nova alavanca de marchas no volante da BYD, detalhes em couro sintético, novos bancos com ajuste elétrico (GS), e cluster de instrumentos integrado – não mais o “celular” típico da BYD até ano passado. E também há agora um teto solar panorâmico. Há 8 alto faltantes e central de mídia 12,8″, com o Google Automotive Services.

O carro mantém o sistema de assistência ADAS 2 com câmera 360, controle de faixa e velocidade de cruzeiro, alerta de colisão etc. A versão GS adiciona alerta de colisão e tráfego cruzado traseiros, e freio de emergência traseiro.

As opções de cores é uma só: azul (acima), mais preto, branco e cinza.

O sistema híbrido

A versão GL tem uma bateria de 13,1 kWh e a GS, 18,3 kWh. São números modestos, assim como os resultados: 57 km e 72 km de autonomia puramente elétrica (Inmetro), algo para usar no dia a dia da cidade. O carregamento máximo é de 6,6 kW, levando algumas horas para preencher tudo – é o caso de carregar em casa, não no eletroposto. Felizmente o carro já vem com wallbox e adaptador.

A autonomia combinada fica entre 777 km (etanol, versão GL) de até 1.105 km (gasolina, versão GS). A potência combinada é de 208 ou 209 cv (GL e GS) e fazendo de 0 a 100 km/h em 8,6 s e 8,9 s – o desempenho é ligeiramente melhor na versão GL, que é mais leve com a bateria menor (2.110 kg vs. 2.170 kg).

(Autonomia em híbridos plug-in é um número que os fabricantes gostam de publicar porque é tão vistoso, mas na verdade significa quanto tempo você pode andar sem um posto de gasolina.)

O Song Pro 2027 mantém o seu preço base atual de R$ 199.990 (GS) e R$ 176.990 (GL).

Nosso take

Ainda que, a longo prazo, o futuro do biocombustível provavelmente esteja mais no ar do que em terra, no Brasil é fundamental que qualquer carro com motor a combustão interna (e híbridos plug-in são carros com motor a combustão interna) seja flex. Os méritos ambientais do etanol podem ser limitados, mas há também a segurança e convieniência para o motorista brasileiro carregar com qualquer mistura que quiser.