
O Center of Automotive Management (CAM), um instituto de pesquisa da Universidade de Ciências Aplicadas em Bergisch Gladbach (Alemanha) apresentou dados do seu relatório anual, que mede a inovação entre os fabricantes por critérios objetivos, medindo o impacto e o número de inovações nos modelos lançados pelas montadoras.
Neste ano, há uma mudança de impacto: a Tesla ficou fora das dez fabricantes de carros elétricos mais inovadoras pela primeira vez desde 2016.
Como pode ser visto abaixo:

A Tesla caiu do sexto para o 11º lugar, com 78 pontos. Apesar de ter aumentado sua pontuação em 3,4 pontos, a fabricante americana perdeu posições porque concorrentes apresentaram mais inovações relevantes no período. Com duas marcas chinesas entre as três mais, o resultado indica uma mudança também geopolítica na disputa pela liderança dos carros elétricos: pioneirismo e reconhecimento de marca já não bastam quando outras empresas avançam em autonomia, eficiência e velocidade de recarga.
O Grupo Geely lidera a classificação, com 207 pontos, seguido pelo Grupo Volkswagen, com 204, e pela BYD, com 192. A Mercedes-Benz subiu três posições e chegou ao quarto lugar, com 147 pontos. BMW, SAIC, Hyundai, Renault, General Motors e Stellantis completam as dez primeiras posições.
Recarga rápida e eficiência ganham peso
O estudo avaliou 910 inovações de 38 grupos automotivos, considerando critérios como originalidade, qualidade técnica e utilidade para o consumidor. Entre os destaques do primeiro semestre de 2026 está o carregamento bidirecional oferecido por Mercedes-Benz e BMW, que permite enviar energia da bateria para uma residência ou para a rede elétrica, dependendo do sistema disponível.
A BYD também ganhou destaque com o carregamento ultrarrápido do Denza Z9 GT, que alcança até 1.500 kW. Na versão europeia, a recarga de 10% a 97% pode levar cerca de nove minutos, mesmo a temperaturas de -30 °C. Já o Volkswagen ID.3 Neo se destaca pela eficiência: sua bateria de 79 kWh permite autonomia de até 629 km no ciclo WLTP, com consumo a partir de 14,3 kWh/100 km.
Stefan Bratzel, diretor do CAM, destacou a queda da Tesla e o domínio dos chineses e alemães na lista. “O fator decisivo já não é apenas quem oferece veículos elétricos, mas quem entrega os pacotes globais mais convincentes em termos de autonomia, potência de carregamento, eficiência e custo”, afirmou.
Via Electrive
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